A Polícia Civil do Maranhão (PC/MA) deflagrou, nesta semana, a Operação Última Rodada, resultando na prisão preventiva de um casal de influenciadores digitais suspeitos de promover plataformas ilegais de jogos de azar e lavar dinheiro.
Os investigados, Ana Carolina Costa Lopes e Thalison Marcio Mendes Lopes, chegaram a movimentar mais de R$ 12,5 milhões em um curto período, valor incompatível com a renda declarada por antigos beneficiários de programa social do Governo Federal.
A ação foi coordenada pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), por meio do Departamento de Combate ao Crime Tecnológico (DCCT), e cumpriu mandados no bairro Vila Nova, em São Luís, capital maranhense. Segundo as investigações, o casal vivia de auxílios governamentais até pouco tempo antes de iniciar a exploração criminosa de “bets” ilegais.
Lavagem de dinheiro
As apurações revelaram uma organização estruturada entre o casal. Enquanto Ana Carolina utilizava suas redes sociais para divulgar as plataformas e atrair seguidores, Thalison concentrava e administrava os recursos obtidos com a atividade ilícita.
Para ocultar a origem do dinheiro, a influenciadora realizou saques sucessivos em espécie que somaram R$ 950 mil. A investigação também apontou o uso de empresas de fachada e de “laranjas” para movimentar os valores. Além disso, há indícios de que o grupo recrutava outros influenciadores para ampliar a rede de divulgação.
Punições
Diante das evidências, a 7ª Vara Criminal de São Luís determinou a prisão preventiva do casal, a busca e apreensão no imóvel em que os dois vivem, o sequestro de automóveis de propriedade dos investigados, adquiridos com o produto do crime e o bloqueio de ativos financeiros e bens até o limite de R$ 12.514.283,00, que corresponde ao montante movimentado ilegalmente.
O DCCT informou que as investigações continuam ativas para identificar outros integrantes da organização criminosa, incluindo os “laranjas” e outros influenciadores recrutados, e para esclarecer a participação de cada envolvido na estrutura ilegal.







