O tetracampeão mundial de 1994, Jorginho, criticou a postura de jogadores da Seleção Brasileira depois da eliminação para a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. P
ara o ex-lateral, muitos atletas do elenco não demonstraram abalo suficiente diante da derrota precoce no torneio.
Segundo Jorginho, parte do grupo pareceu seguir a rotina normalmente já poucos dias depois da eliminação, incluindo publicações nas redes sociais que, na visão dele, davam a impressão de que nada havia acontecido.
Ele afirmou sentir falta de uma reação mais evidente de indignação por parte dos jogadores, mesmo reconhecendo que vários deles choraram e mostraram abalo logo após a partida.
O contexto que pesou
Jorginho também analisou o desempenho ruim da Seleção sob outra perspectiva, associando-o ao ciclo conturbado vivido pela CBF entre as Copas de 2022 e 2026, período marcado por troca de presidente da entidade e quatro treinadores diferentes à frente do time.
Para ele, Carlo Ancelotti e os próprios jogadores têm parcela de responsabilidade pelo resultado, mas o problema principal esteve no processo de preparação ao longo desses quatro anos.
A defesa de Neymar
O ex-lateral também comentou a situação de Neymar, que não atuou nesta Copa por lesão. Para Jorginho, o atacante, hoje com 34 anos, ainda poderia mirar a disputa da Copa de 2030, desde que adote maior rigor nos cuidados físicos e na preparação até lá.
Ele classificou Neymar como o único jogador de perfil genial da atual geração da Seleção, ao lado de Vinícius Júnior, tratado por ele como o principal craque do time. Entretanto, Neymar foi um dos jogadores que, após a derrota, postou em suas redes idas à torneios de poker e saídas em iates de luxo.
“Seis dias depois da eliminação do Brasil na Copa, Neymar participou de um torneio de poker em Las Vegas, nos Estados Unidos.” Clique e veja o vídeo.
Um recado sobre cuidado físico
Jorginho criticou episódios em que, segundo ele, Neymar priorizou compromissos sociais, como o carnaval, mesmo em períodos de recuperação de lesão, quando deveria ter priorizado descanso e cuidados físicos para preservar a carreira.
Além disso, a CBF recebeu diversas críticas a uma campanha publicitária lançada pela entidade para tentar projetar otimismo rumo ao próximo ciclo.







