Jogadores da NFL, liga de futebol americano dos Estados Unidos, lançaram a campanha #WorthTheCost (“vale o custo”, em tradução livre) para pressionar franquias e administradores de estádios a manter, de forma permanente, os gramados naturais instalados especialmente para a Copa do Mundo de 2026.
Das 11 arenas americanas que sediaram partidas do Mundial, 7 usam normalmente grama artificial durante a temporada da NFL e precisaram passar por adaptações temporárias para atender à exigência da Fifa, que veta o uso de gramado sintético em jogos da própria competição.
Apoiadores da Campanha
O quarterback Caleb Williams, do Chicago Bears, publicou uma foto de um dos gramados usados na Copa questionando por que os jogadores da NFL não podem ter acesso ao mesmo tipo de campo.
Outros atletas, como Laremy Tunsil e Solomon Thomas, seguiram a mesma linha, enquanto o linebacker Zaire Franklin resumiu o argumento afirmando que o custo de não fazer nada é pago pelo corpo dos próprios jogadores.
A Associação de Jogadores da NFL (NFLPA) já vinha se posicionando contra o gramado sintético antes mesmo da campanha atual, alegando que a superfície mais rígida do material artificial aumenta o risco de lesões articulares, especialmente nos joelhos, em comparação com a grama natural.
No modelo artificial, algumas lesões aparecem mais que outras e se apresentam de forma diferente; o número não necessariamente aumenta, mas sim a forma.
Lesões na NFL
Um estudo realizado com atletas da NFL identificou aumento de 16% nas lesões em membros inferiores em gramados sintéticos, e dados internos da liga referentes à temporada de 2022 mostraram taxa de contusões de 0,048 a cada 100 jogadas em campos artificiais, contra 0,035 na grama natural.
As competições universitárias de futebol americano também registraram maior incidência de lesões no ligamento cruzado posterior em superfícies sintéticas.
Cenário desmontado
Assim que os jogos da Copa terminaram em algumas sedes, a retirada da grama natural começou imediatamente, para dar lugar novamente à superfície sintética usada nas partidas da NFL. O MetLife Stadium, em Nova Jersey, palco da final do Mundial neste domingo (19), também está entre as arenas que devem passar por essa reversão após o fim do torneio.
Problema também incomoda jogadores de futebol
A qualidade dos gramados montados às pressas para a Copa também gerou reclamações de jogadores durante o torneio. Jude Bellingham, do Real Madrid, descreveu os campos utilizados em algumas sedes como “nada bons”, afirmando que a bola fica mais lenta e praticamente não salta, além do impacto nas articulações dos atletas.








