A Globo apresentou ao mercado publicitário o plano comercial para a Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil, e o valor pretendido em patrocínios fica quase R$ 1 bilhão abaixo do que a emissora buscou para a Copa masculina do ano passado.
Pacote é recorde para o futebol feminino
O projeto reserva seis cotas de patrocínio na TV aberta, cada uma custando R$ 150 milhões, o que pode somar R$ 900 milhões caso todos os espaços encontrem comprador sem desconto.
No SporTV, outras seis cotas, avaliadas em R$ 26 milhões cada, acrescentam mais R$ 156 milhões ao potencial de arrecadação, elevando o total das duas frentes a mais de R$ 1 bilhão em valor de tabela. Mesmo assim, é o maior projeto comercial já montado para o futebol feminino na história da mídia brasileira.
A distância em relação ao torneio masculino de 2026, disputado nos Estados Unidos, no México e no Canadá, ajuda a entender o tamanho do recado: para aquela Copa, a emissora havia cobrado R$ 1,59 bilhão apenas pelo espaço na TV aberta, somados a mais R$ 352 milhões no SporTV, um total de quase R$ 1,94 bilhão. A conta final revela uma diferença superior a R$ 900 milhões entre os dois pacotes, o valor que dá nome à queda mencionada no título.
Cobertura na tela, porém, será equivalente entre os dois torneios
Apesar do abismo comercial, a cobertura da Copa Feminina vai equivaler à masculina em quantidade de jogos: serão 56 partidas ao vivo na TV aberta, o mesmo número de transmissões que a Globo ofereceu nas Copas de 2018 e 2022, e mais do que as 55 exibidas na edição de 2026, quando parte dos jogos ficou sob exclusividade da CazéTV.
Todas as 64 partidas do Mundial feminino, incluindo os 8 jogos simultâneos da última rodada de grupos, estarão disponíveis no SporTV e na ge TV.
Uma pesquisa interna da GloboAds ajuda a explicar a aposta da emissora: mais de seis em cada dez brasileiros afirmam acompanhar o futebol feminino, número parecido de pessoas pretende assistir à Copa de 2027, e a maioria vê espaço para o mercado publicitário do esporte crescer ainda mais nos próximos anos.
As conversas com marcas parceiras oficiais da Fifa já avançam, e a Globo não descarta abrir novas cotas de patrocínio caso a procura supere a oferta inicial.








