A Gerdau, maior produtora de aço da América Latina, anunciou ontem (04) o encerramento das operações de seus setores de aciaria e laminação na fábrica do Curado, na Zona Oeste de Recife, em Pernambuco.
A medida, descrita pela empresa como um “enxugamento” necessário diante das condições de mercado, resultou na demissão de 200 funcionários.
A decisão, comunicada diretamente aos funcionários na manhã de terça-feira, marca o fim das atividades de produção de aço bruto e laminação no local, setores que foram totalmente “hibernados”.
Apesar do fechamento dessas alas industriais, a unidade não será desativada completamente. Segundo nota oficial, a fábrica do Curado manterá aproximadamente 450 postos de trabalho e passará a focar exclusivamente na fabricação de produtos trefilados, como telas, arames e pregos.
Impacto
O anúncio gerou comoção imediata entre os colaboradores e a comunidade local. Para mitigar os efeitos da demissão coletiva, a Gerdau ofereceu um Plano de Demissão Incentivada (PDI) com condições especiais, negociado em conjunto com o Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco (Sindmetal-PE).
O pacote inclui o pagamento de três salários nominais adicionais, além das verbas rescisórias legais, e a manutenção do plano de saúde por seis meses para os titulares e seus dependentes.
“Não é uma notícia que a gente gostaria de dar, mas faz parte. É uma condição de mercado”, afirmou um gestor da empresa durante a reunião com os trabalhadores, citando as dificuldades de exportação e o cenário adverso do setor siderúrgico como motivos para a reestruturação.
O sindicato confirmou que parte do efetivo demitido recebeu convites para transferência para outras unidades da companhia, embora a maioria tenha optado ou sido direcionada ao desligamento.
Futuro da unidade
Apesar da redução drástica nas operações, a direção do Sindmetal-PE garantiu que continuará lutando pela garantia dos direitos dos trabalhadores, incluindo pré-aposentados, gestantes e aqueles que não aderirem ao PDI.
“As portas da entidade sindical estarão abertas para receber todo trabalhador que deseje tirar suas dúvidas”, declarou o presidente do sindicato, Abinadabe Santos.
A Gerdau reforçou seu compromisso com o diálogo contínuo e assegurou que o atendimento aos clientes seguirá inalterado, com a produção de trefilados mantendo a unidade ativa no cenário industrial pernambucano.







