11 de julho, ou “7/11” no formato de data usado nos Estados Unidos, é a data em que a rede de conveniência 7-Eleven celebra seu próprio aniversário todos os anos, com direito a Slurpee grátis.
Foi justamente para esse dia que a Nike programou o lançamento de um tênis nas cores laranja, verde e vermelho, e a “coincidência” acabou virando processo judicial.
A 7-Eleven entrou com uma ação por violação de marca registrada contra a Nike em um tribunal federal de Dallas, no Texas, no dia 1º de julho.
Segundo a rede de conveniência, o modelo Air Max 95 Big Bubble “Sport Green and Safety Orange” copia deliberadamente as cores registradas da marca, conhecidas como “Tri-Color Mark”.

Detalhes que reforçam a acusação
Além da paleta de cores, a ação cita outros elementos que remetem à identidade visual da 7-Eleven no próprio tênis, como um desenho de prateleiras de loja de conveniência na palmilha e uma referência a “passar na loja da esquina” na descrição oficial do produto.
Para a 7-Eleven, esses detalhes reforçam a intenção da Nike de associar o calçado à rede, mesmo sem qualquer parceria oficial entre as empresas.
Na ação, a companhia pede que a Justiça proíba a Nike de fabricar, anunciar ou vender o tênis, determine o recolhimento das unidades já distribuídas e condene a marca esportiva ao pagamento de indenização, além do reembolso de custas legais.
“A Nike demonstrou um desrespeito insensível e malicioso pelos direitos da 7-Eleven”, afirma o processo.
As duas marcas já trabalharam juntas antes
A 7-Eleven e a Nike não são estranhas uma à outra: as empresas chegaram a desenvolver, juntas, uma versão do tênis Nike SB Dunk Low para os Jogos Olímpicos de Tóquio, adiados pela pandemia de Covid-19. O modelo, no entanto, nunca chegou a ser lançado ao público.
Segundo a 7-Eleven, a rede tentou resolver o impasse diretamente com a Nike antes de recorrer à Justiça, mas a fabricante teria sinalizado que pretendia seguir com a divulgação e o lançamento do tênis mesmo assim.
Já saiu de cartaz e disparou no mercado paralelo
Após a repercussão do processo, o modelo foi retirado do aplicativo de vendas da Nike, o SNKRS. Mesmo assim, unidades que já haviam sido distribuídas passaram a ser revendidas no mercado paralelo por valores mais que o dobro do preço original.
Até a publicação desta reportagem, a Nike não havia se manifestado publicamente sobre o processo.








