Uma viagem para acompanhar a Copa do Mundo de 2030 pode custar entre R$ 25 mil e mais de R$ 200 mil por pessoa, dependendo do padrão escolhido, segundo projeções do mercado financeiro e do turismo.
O torneio será disputado na Espanha, em Portugal e no Marrocos, com partidas comemorativas no Uruguai, na Argentina e no Paraguai.
As estimativas variam conforme número de jogos assistidos, padrão de hospedagem, quantidade de cidades no roteiro e perfil da viagem, seja individual, seja em casal ou em família.
Os valores para diferentes perfis de viagem
Para uma viagem básica, de dez a doze dias, focada apenas na fase de grupos, projeções apontam custo entre R$ 25 mil e R$ 50 mil por pessoa.
Quem deseja acompanhar jogos em mais de um país, somando deslocamentos entre a Europa e o Marrocos, pode gastar entre R$ 45 mil e R$ 100 mil. Roteiros mais completos, com hospedagem de padrão superior e maior número de partidas, podem ultrapassar os R$ 130 mil por pessoa.
Considerando uma meta de R$ 35 mil, o torcedor precisaria poupar entre R$ 450 e R$ 850 por mês a partir de agora.
Para objetivos mais modestos, próximos de R$ 25 mil, o esforço mensal cai para cerca de R$ 500. Quem mira uma experiência mais completa, de R$ 50 mil, precisa reservar mais de R$ 1 mil por mês até o início do torneio.
Preços já dobraram entre uma Copa e outra
Levantamentos do setor mostram que o custo de uma viagem para acompanhar o Brasil na Copa praticamente dobrou entre 2022 e 2026, saindo de cerca de R$ 24 mil para uma faixa entre R$ 40 mil e R$ 60 mil.
O aumento é atribuído à política de preços dinâmicos adotada pela Fifa nos ingressos e à valorização de hotéis durante o período do torneio, que costuma subir entre 40% e 50% em relação à tarifa normal.
Recomendações para quem já quer começar a poupar
A dica geral é transformar a viagem em uma meta de médio prazo, com aportes mensais reajustados anualmente em cerca de 5% para compensar a inflação, além de uma margem extra de aproximadamente 20% para cobrir possíveis oscilações cambiais.
Outra sugestão comum é comprar euros de forma gradual ao longo dos próximos anos, em vez de concentrar a compra da moeda perto da viagem, estratégia que ajuda a diluir o impacto de eventuais altas do câmbio.








