A Apple retirou o Telegram da App Store por algumas horas na segunda-feira (3), depois de identificar conteúdo de abuso sexual infantil publicado por um usuário na plataforma.
O aplicativo voltou a ficar disponível para novos downloads no mesmo dia, após o Telegram remover o material e banir a conta responsável. De acordo com a agência Reuters, a Apple havia notificado o Telegram sobre o caso relacionado a um único usuário da plataforma.
Segundo a Apple, a decisão seguiu as regras da App Store contra esse tipo de conteúdo, e a suspensão foi aplicada globalmente e afetou apenas novas instalações do aplicativo em iPhones e iPads. Quem já tinha o Telegram instalado não teve o acesso ao aplicativo interrompido durante o período em que ele ficou fora da loja.
Não é a primeira vez
O Telegram já havia sido retirado temporariamente da App Store em 2018, também por conteúdo considerado impróprio, e voltou à loja depois de reforçar seus mecanismos de proteção.
Em resposta ao caso mais recente, a empresa afirmou manter uma política de tolerância zero contra abuso infantil e disse ter removido mais de 337 mil grupos e canais ligados a esse tipo de conteúdo somente em 2026, número divulgado como parte de um esforço contínuo de moderação feito em parceria com denúncias de organizações especializadas.
Plataforma enfrenta outros questionamentos
O aplicativo também é alvo de investigações de órgãos reguladores em outros países, em abril, o Ofcom, regulador britânico de comunicações, abriu uma apuração sobre indícios de compartilhamento do mesmo tipo de material na plataforma, alegação que o Telegram nega.
Na semana passada, a autoridade de segurança digital da Austrália também moveu uma ação judicial contra o aplicativo, com a acusação de que ele não retirou do ar vídeos de ataques de supremacistas brancos e decapitações realizadas pelo Estado Islâmico, o que a empresa também contesta e afirma que vai recorrer judicialmente.








