Ronaldo Fenômeno deve integrar o grupo que ficará com 50% da SAF da Inter de Limeira, ao lado do ex-lateral Roberto Carlos e do empresário Enrico Ambrogini. Enquanto o ex-atacante se aproxima da gestão de um clube, o xará gaúcho, Ronaldinho, mantém o lucro com a exploração comercial da própria imagem.
Segundo o próprio Roberto Carlos, em entrevista, o grupo de investidores conta ainda com dois sócios estrangeiros, um africano e um árabe, enquanto a associação do clube paulista manterá a outra metade da empresa.
A movimentação chega poucos meses depois de Ronaldo dizer publicamente que preferia se dedicar ao padel e ao tênis, sem planos de voltar à gestão de futebol.
Projeto prevê R$ 454 milhões em dez anos
A projeção financeira do negócio prevê aportes de até R$ 454 milhões ao longo de dez anos, condicionados ao crescimento esportivo da equipe e ao cumprimento de metas.
O objetivo declarado é reorganizar as finanças do clube, reforçar a estrutura e as categorias de base e buscar o acesso à Série A do Brasileirão em até oito temporadas. Antes desta empreitada, o ex-atacante já havia passado pela gestão do Real Valladolid, da Espanha, e do Cruzeiro.
Ronaldinho aposta na própria imagem
Ronaldinho participa de campanhas publicitárias de marcas como Shopee, Uber, Banco Inter, Renner e McDonald’s, e cada post patrocinado pode render mais de R$ 1 milhão.
Parte desse faturamento já vem do licenciamento da imagem do ex-jogador para uso em inteligência artificial, o que permite às marcas usarem seu rosto e sua voz sem que ele precise participar de gravações presenciais.

Negócio ainda não está fechado
A compra da SAF da Inter de Limeira, porém, ainda não está definida. O Conselho Deliberativo do clube classificou o memorando assinado com o grupo de Ronaldo como não vinculante e de caráter preliminar, e afirmou que o documento não representa, por ora, a aprovação da venda. O acordo segue agora para as etapas de análise técnica, jurídica e financeira antes de qualquer decisão final.







