Em meio a uma severa crise financeira, o cantor e ator Fiuk, de 35 anos, revelou que foi deserdado pelo pai, o Fábio Jr., de 72. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan.
A revelação
Durante o programa, o cantor afirmou que o pai havia deserdado ele e que ele não teria mais que “agradar mais ninguém”. “Meu pai já me deserdou, minha irmã… Não tenho que agradar mais ninguém”, disse.
Segundo o artista, a decisão de tornar público o afastamento surgiu como uma libertação do fardo de manter uma imagem de riqueza e estabilidade que não condiz mais com sua realidade atual.
A crise financeira do cantor se agravou após investimentos frustrados, especialmente no filme Descontrole, um projeto sobre drift anunciado em 2025 que não saiu do papel como previsto, gerando prejuízos.
Fiuk relatou estar parcelando impostos e negócios, e cogitou a venda de bens pessoais, incluindo carros de sua coleção, para sanar dívidas. “Eu tinha que segurar essa pose de ser rico… E eu não quero mais. Cortei essas correntes para eu existir sendo eu”, desabafou.
Silêncio de Fábio Jr.
Até o fechamento desta edição, Fábio Jr. não se manifestou oficialmente sobre a alegação de deserdação feita pelo filho. Procurada pela imprensa, a assessoria do cantor informou que ele não pretende comentar as declarações de Fiuk.
Colunistas e outros analistas apontam que a recusa de Fábio Jr. em socorrer financeiramente o filho em momentos anteriores, devido a “negócios furados”, teria sido o estopim para o rompimento definitivo.
Vale destacar, no entanto, que a ausência de uma nota oficial deixa o caso no campo da especulação.
O que os especialistas dizem?
Apesar da afirmação de Fiuk, especialistas em Direito de Família alertam que a deserdação de um filho no Brasil não é um ato simples e depende de requisitos legais rígidos. Filhos são considerados herdeiros necessários, tendo direito garantido a 50% do patrimônio do pai.
A advogada Karina Mendes Santos, especialista na área, explicou que a mera exposição de conflitos ou críticas em entrevistas não é suficiente para justificar uma deserdação.
Para que a exclusão seja válida, é necessário que haja uma causa prevista em lei, como ofensa física, abandono em caso de doença grave ou injúria grave.
“Injúria grave consiste em ofensas de grande intensidade, capazes de atingir seriamente a honra ou dignidade do pai. Não se trata de uma discussão comum”, esclareceu a especialista.
Para que a deserdação tenha efeito legal, Fábio Jr. precisaria ter registrado um testamento válido em que expressasse sua vontade e indicasse a causa específica que motiva a punição.
Sem este documento formal e sem a comprovação de uma injúria grave perante um juiz, a exclusão de Fiuk da herança pode não se sustentar juridicamente.








