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Ele poderia ter ficado milionário mas foi honesto e agora pode ganhar R$ 13 milhões legalmente

Por Milena Armando
23/01/2026
Em Geral
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Ele poderia ter ficado milionário mas foi honesto e agora pode ganhar R$ 13 milhões legalmente

Reprodução: Pexels

Antônio Pereira do Nascimento, um motorista autônomo de Palmas (TO), foi surpreendido ao receber por engano um depósito de R$ 131 milhões em sua conta bancária. 

Após perceber o erro, Antônio contatou imediatamente o banco responsável, o Bradesco, e devolveu integralmente o valor no dia seguinte. 

O ocorrido desencadeou uma ação judicial, na qual ele busca uma recompensa e indenização por danos emocionais.

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Processo judicial e busca por compreensão legal

Antônio está pleiteando contra o Bradesco uma recompensa de 10% sobre a quantia devolvida, equivalente a R$ 13 milhões, e uma indenização de R$ 150 mil por danos morais. 

A defesa argumenta que a legislação brasileira, em casos de “coisa alheia perdida”, garante uma recompensa mínima de 5% para quem devolve um bem encontrado. 

O caso levanta a questão se uma transferência bancária errada pode ser enquadrada nesse conceito legal.

Repercussões do erro

A devolução do montante não encerrou as dificuldades enfrentadas por Antônio. Ele alega ter sofrido pressão psicológica por parte do gerente do banco, que teria sugerido a presença de “pessoas” em sua residência para garantir a devolução do valor, tratando Antônio como suspeito. 

Além disso, o motorista afirma que sua conta foi classificada como “VIP” sem consulta, resultando em tarifas bancárias mais caras, de R$ 36 para R$ 70.

Antônio também menciona o impacto emocional do episódio, que gerou especulações sobre sua vida pessoal devido à repercussão midiática. 

Pai de quatro filhos e avô de 14 netos, Antônio destacou que sempre buscou agir com honestidade.

Expectativas

O processo de Antônio Pereira do Nascimento segue em análise na Justiça, ainda sem data definida para julgamento. 

A ação levanta questões importantes sobre como erros bancários são tratados e as responsabilidades das instituições financeiras. Se o caso for decidido a favor de Antônio, isso pode moldar futuras interpretações legais no Brasil.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Tags: depositoenganoindenização
Milena Armando

Milena Armando

Jornalista, redatora e revisora.

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