O empresário cearense Alessandro Montenegro, o “Rei do Bolão”, comemorou nesta terça-feira (11) a décima vitória do ano em loterias da Caixa: dessa vez, o prêmio veio da Lotofácil, apenas dois dias depois de um dos bolões organizados por ele ter faturado mais de R$ 164 milhões na Mega-Sena do último domingo.
O concurso 3.759 teve prêmio estimado em R$ 8 milhões, dividido entre três apostas vencedoras. O bolão de Montenegro, com 40 cotistas, ficou com R$ 457.476,94, o equivalente a R$ 11.436,92 para cada participante. A aposta usou 17 números e acertou as 15 dezenas sorteadas: 01, 02, 04, 05, 06, 07, 09, 10, 11, 12, 13, 14, 17, 24 e 25.
Chance de ganhar sozinho é de 1 em 3,2 milhões
A dificuldade de vencer sozinho na Lotofácil ajuda a explicar por que bolões como os de Montenegro fazem tanto sucesso. Uma aposta simples, com as 15 dezenas mínimas exigidas, custa R$ 3 e tem probabilidade de acerto de apenas uma em 3,2 milhões.
Apostar em 20 números eleva as chances para uma em 211, mas o custo de uma cartela nesse formato passa de R$ 54 mil, valor inviável para a maioria dos apostadores sozinhos. Em 2026, o Rei do Bolão já ganhou o prêmio duas vezes, mas, no geral, é a nona vez que o empreendedor vence e leva o dinheiro.
Negócio conta com equipe de 100 pessoas
É justamente nesse ponto que entra o modelo de negócio do Rei do Bolão: ele reúne apostadores em cotas para dividir o custo de jogos com mais números e, consequentemente, mais chances de vitória.
Para sustentar a operação, mantém uma equipe de 100 colaboradores, que trabalha em sistema de rodízio no estudo de estatísticas e no preenchimento antecipado dos volantes de Mega-Sena, Lotofácil e Quina. Segundo ele, usa desde 2019 um sistema próprio de combinações fixas de números, que aumentam de tamanho conforme o valor do prêmio acumulado cresce, com bolões de até 20 dezenas quando o prêmio ultrapassa R$ 100 milhões.








