Uma das maiores revelações da Copa do Mundo de 2026, o goleiro cabo-verdiano Josimar Évora Dias, mundialmente famoso como Vozinha, enfrenta seu primeiro obstáculo burocrático no Colo-Colo, clube chileno que o contratou após o Mundial.
Apesar do contrato assinado e da chegada prevista para esta terça-feira (28) a Santiago, o atleta de 40 anos está proibido de usar o apelido que o consagrou nos gramados da recente edição do Mundial nas costas de sua nova camisa.
O impedimento é causado pelo Artigo 36 das Bases do Campeonato Nacional da Primeira Divisão da Associação Nacional de Futebol Profissional do Chile (ANFP). No caso, o artigo proíbe o uso de apelidos, alcunhas ou codinomes na camisa e exige que a identificação dos jogadores seja feita estritamente através do sobrenome paterno e/ou materno.
As opções na camisa
Diante da regra, Vozinha terá que optar por estampar “Dias” ou “Évora Dias” em seu uniforme oficial para as competições chilenas. A letra deve ter entre 5 e 5,5 centímetros de altura, seguindo o padrão da liga local.
A única via para que o goleiro mantenha sua identidade visual conhecida globalmente é através de um processo administrativo excepcional. No caso, o Colo-Colo deve formalizar um pedido de autorização especial junto à ANFP e a federação chilena precisará analisar o caso e conceder uma exceção única.
Até que uma decisão seja tomada, a torcida “alba” verá em campo um jogador identificado apenas por seus sobrenomes civis.
Vozinha no Colo-Colo
A chegada de Vozinha marca um momento inédito: ele é o primeiro jogador de Cabo Verde a atuar no Campeonato Chileno. O atleta, que estava sem clube desde sua saída do GD Chaves, de Portugal, assinou contrato de 18 meses com o gigante chileno, com salário estimado em R$ 254 mil mensais, segundo a imprensa local.
Apesar do marketing em torno de sua fama pós-Copa, o jogador já enfrenta desafios. O técnico do Colo-Colo já adiantou que Vozinha não tem vaga garantida no time titular e deverá disputar posição com os demais goleiros do elenco.







