A Concacaf, que reúne 41 federações de futebol da América do Norte, Central e Caribe, decidiu nesta quinta-feira (30) rejeitar o plano da Fifa para vender participação em seus principais torneios a investidores privados. A confederação divulgou nota oficial confirmando a posição, um dia depois de a Uefa anunciar boicote a qualquer competição organizada pela entidade caso o projeto avance.
A decisão saiu depois de uma reunião de emergência com os presidentes das 41 associações membro da Concacaf, além de conselheiros da própria confederação e da Fifa.
Segundo o comunicado, os dirigentes presentes expressaram preocupação com a falta de um processo adequado por trás da proposta, com o prazo considerado curto demais para uma decisão dessa magnitude, e com a ausência de qualquer análise técnica prévia sobre os impactos do projeto.
Confederação lembra sua própria trajetória de governança
No texto, a Concacaf reforçou que construiu, ao longo da última década, uma organização baseada em governança transparente e gestão responsável do esporte, com visão de longo prazo.
A entidade também deixou uma farpa histórica ao afirmar que “a história mostrou à Fifa e à família do futebol o que acontece quando os guardiões do esporte perdem de vista esses valores”, em referência indireta a episódios anteriores de má gestão dentro da própria Fifa.
Fifa argumenta que capital privado ampliaria receita
Do outro lado, a Fifa publicou nota própria defendendo que a entrada de capital privado seria decisiva para explorar todo o potencial dos direitos de transmissão e patrocínios da entidade em seu portfólio de competições, tanto masculinas quanto femininas e de base.
Com Uefa e Concacaf já contrárias ao plano, a Fifa perde apoio de duas das seis confederações continentais que compõem a estrutura do futebol mundial, o que amplia ainda mais a pressão sobre o presidente Gianni Infantino para rever ou abandonar o projeto.








