O circuito de Hockenheim, na Alemanha, sem receber a Fórmula 1 desde 2019, voltou a negociar com a categoria para tentar reaver uma vaga no calendário a partir de 2027.
A oportunidade surgiu do conflito envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã já derrubou os Grandes Prêmios do Bahrein e da Arábia Saudita nesta temporada, abrindo uma brecha que a Alemanha quer aproveitar.

Pista de Barrichello
Foi em Hockenheim que Rubens Barrichello viveu o momento mais marcante de sua carreira na F1: em 2000, o brasileiro largou apenas em 18º lugar e venceu a corrida, beneficiado por um safety-car acionado depois que um ex-funcionário da Mercedes invadiu a pista durante a prova.
O circuito também guarda outro capítulo lembrado pelos fãs: o caos provocado pela chuva em 2019, quando Max Verstappen levou a melhor na última corrida disputada ali.
Chefe da F1 confirma conversas em andamento
O CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, confirmou que já houve o primeiro contato com os responsáveis pelo circuito alemão. “Foi Hockenheim que entrou em contato conosco, e eles tiveram a primeira conversa”, disse o dirigente, segundo o site britânico The Race.
Domenicali ressaltou, porém, que outros países estão dispostos a pagar taxas mais altas para sediar etapas, o que torna a disputa por uma vaga no calendário bastante concorrida.
Chegada da Audi reforça o interesse europeu
O interesse alemão também ganha força com a entrada da montadora Audi na Fórmula 1, o que reacende o apelo comercial do país para a categoria.
Segundo Domenicali, a F1 vem observando de perto tanto o crescimento do mercado americano quanto o da própria Europa, região que voltou a ganhar relevância nos últimos anos. Ainda assim, o dirigente destacou que existe uma fila de outros candidatos interessados em vagas futuras no calendário, incluindo possíveis etapas na África, na Ásia e na América do Sul.
Enquanto a decisão não sai, o brasileiro Gabriel Bortoleto segue como o único representante do país no grid atual da categoria.







