O intervalo da final da Copa do Mundo de 2026, marcada para domingo (19), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, deve durar cerca de 30 minutos, o dobro do tempo previsto nas próprias regras do futebol. A informação foi divulgada pela imprensa britânica.
A extensão do intervalo foi decidida para viabilizar um show musical inédito na história das finais de Copa do Mundo, com apresentações de nomes como Madonna, Shakira, BTS, Justin Bieber, Burna Boy e Coldplay, além do coro PS22 e da participação dos Muppets, em formato inspirado no show do intervalo do Super Bowl americano.

A regra que a própria Fifa está descumprindo
A Lei 7 das Regras do Jogo, definidas pela International Football Association Board (Ifab), determina que o intervalo entre os dois tempos de uma partida não pode ultrapassar 15 minutos, salvo autorização específica do árbitro da partida.
O artigo 36.1 do regulamento da própria Copa do Mundo estabelece que todos os jogos do torneio devem seguir as regras da Ifab.
Em 2021, a Ifab chegou a analisar uma proposta para ampliar o intervalo padrão para 25 minutos, mas rejeitou a mudança, alegando possíveis impactos negativos no condicionamento físico e na segurança dos jogadores.
Não é a primeira vez que a Fifa faz esse tipo de exceção
A entidade já havia ampliado o intervalo para cerca de 25 minutos na final do Mundial de Clubes de 2025, disputada entre Chelsea e PSG, também no MetLife Stadium, para viabilizar apresentações de Doja Cat, Tems e J Balvin.
Segundo a imprensa, as emissoras responsáveis pela transmissão da final já foram avisadas de que a pausa será suficiente para a montagem e a desmontagem da estrutura do show, diretamente no gramado do estádio.
Tempo total é dividido
Apesar do intervalo total de 30 minutos, a apresentação musical em si deve durar cerca de 11 minutos, com o tempo restante reservado à montagem e retirada dos equipamentos do palco montado no campo.
A decisão já divide opiniões: para a Fifa, o objetivo é transformar a final em um grande evento de entretenimento global, enquanto críticos apontam que a mudança rompe uma tradição centenária do futebol.








