Eliminada pela Espanha na semifinal da Copa do Mundo de 2026, por 2 a 0, a França também vive a despedida do técnico Didier Deschamps, que estava no comando da seleção havia 14 anos.
Segundo o jornalista italiano Fabrizio Romano, especialista em mercado de transferências, o substituto já está definido: Zinedine Zidane, campeão mundial como jogador em 1998.
Deschamps ainda vai comandar a França em campo uma última vez, no sábado (18), na disputa pelo terceiro lugar do torneio.
A saída do treinador já havia sido anunciada por ele mesmo em janeiro de 2025, quando confirmou que deixaria o cargo ao fim da Copa do Mundo, independentemente do resultado da equipe nos Estados Unidos.
O acordo que já estaria fechado
Segundo Romano, Zidane e a Federação Francesa de Futebol já têm um acerto verbal alinhavado há alguns meses, restando apenas a formalização do contrato após o fim da participação francesa no torneio.
Aos 54 anos, o ídolo francês vai assumir o primeiro cargo como treinador de uma seleção principal, depois de construir a carreira inteiramente em clubes.

À frente do Real Madrid, em duas passagens distintas, Zidane conquistou três edições seguidas da Liga dos Campeões, duas ligas espanholas, dois Mundiais de Clubes e duas Supercopas da Uefa e da Espanha.
Ele deixou o comando do clube em 2021 e, desde então, não havia assumido nenhum outro trabalho na carreira.
Os 14 anos de Deschamps à frente da França
Sob o comando de Deschamps, a França conquistou o título mundial em 2018, na Rússia, chegou à final em 2022, no Catar, derrotada para a Argentina nos pênaltis, e agora encerra o ciclo com a eliminação para a Espanha nas semifinais de 2026.
O técnico constrói uma das trajetórias mais vitoriosas da história da seleção francesa.
O novo treinador terá pela frente a tarefa de conduzir a França rumo à Copa do Mundo de 2030, equilibrando a continuidade de nomes como Kylian Mbappé, Ousmane Dembélé e Michael Olise com a necessidade de renovação do elenco ao longo dos próximos anos.








