A Ozivy, primeira caneta de semaglutida fabricada no Brasil, vendeu 200 mil unidades em julho, seu primeiro mês completo de comercialização nas farmácias do país.
O resultado turbinou as vendas do medicamento, que cresceram mais de 250% frente a junho, mês em que o produto começou a chegar ao mercado, segundo dados da auditoria CloseUP divulgados pela fabricante EMS nesta quarta-feira (19).
Semaglutida ultrapassa tirzepatida no mercado brasileiro
Com o desempenho de julho, a Ozivy alcançou participação de 28% entre as canetas de semaglutida disponíveis no país. O avanço também mudou a disputa entre as duas principais moléculas da categoria: em julho, a semaglutida respondeu por 56% do volume comercializado, contra 44% da tirzepatida. Um mês antes, a relação era inversa, com a tirzepatida representando 51% das vendas e a semaglutida, 49%.
O crescimento acelerado da Ozivy ocorre menos de um ano depois de a Anvisa aprovar o registro do medicamento, em maio, já sem a exclusividade da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk sobre a molécula, cuja patente no Brasil expirou em março deste ano.
Produzida pela EMS, a caneta chegou às farmácias em 15 de junho, com preço inicial a partir de R$ 452, cerca de 30% mais barato que o Ozempic, principal referência do mercado.
Indicação aprovada é para diabetes, não para obesidade
Apesar de medicamentos à base de semaglutida serem popularmente chamados de “canetas emagrecedoras”, a indicação aprovada pela Anvisa para a Ozivy é especificamente o tratamento do diabetes tipo 2, como complemento à dieta e à prática de exercícios físicos.
O registro não deve ser confundido com autorização automática para o tratamento da obesidade, uso associado a outros medicamentos da mesma classe, como o Wegovy.
A expansão acelerada do mercado de canetas emagrecedoras no Brasil também tem levantado preocupação de autoridades sanitárias e das próprias farmacêuticas com a comercialização de produtos falsificados ou contrabandeados, vendidos fora dos canais oficiais de distribuição.








