O governo do Reino Unido anunciou, nesta terça-feira (14), um novo bloqueio de acesso a redes sociais para adolescentes de 16 e 17 anos entre meia-noite e 6h da manhã, batizado informalmente de “toque de recolher digital”.
A medida complementa a proibição total já anunciada em junho para menores de 16 anos.
Segundo a ministra britânica para o Digital, Liz Kendall, as restrições são fundamentais para ajudar jovens a dormir o suficiente, manter a concentração nos estudos e passar mais tempo de qualidade com a família e os amigos.
Como vai funcionar o bloqueio noturno
O impedimento será ativado por padrão para usuários de 16 e 17 anos em plataformas como Instagram, TikTok, YouTube, Snapchat, Facebook e X, mas não será obrigatório: o adolescente poderá desativá-lo manualmente.
Ao mesmo tempo, recursos criados para prolongar o tempo de uso, como a reprodução automática de vídeos e a rolagem infinita de conteúdo, também serão desligados por padrão para essa faixa etária.
O que já havia sido decidido
Em junho, o Reino Unido anunciou a proibição total do acesso a redes sociais para menores de 16 anos, medida que deve entrar em vigor no início de 2027.
As novas regras também incluem restrições ao uso de chatbots de inteligência artificial, obrigando usuários menores de 18 anos a fazerem pausas regulares durante o uso dessas ferramentas, além de controles adicionais para plataformas de transmissão ao vivo e jogos on-line onde desconhecidos podem entrar em contato direto com adolescentes.
Estudo que embasou a decisão
Um levantamento oficial do governo britânico mostrou que o toque de recolher digital foi a medida mais fácil de ser adotada pelas famílias e a que produziu os resultados mais consistentes para melhorar o sono de adolescentes.
A primeira proposta de regulamentação formal deve ser apresentada ao Parlamento britânico até o fim deste ano, com previsão de entrada em vigor no segundo trimestre de 2027.
Reino Unido não está sozinho nesse movimento
A Austrália foi o primeiro país a proibir o acesso de menores de 16 anos a redes sociais, em dezembro do ano passado, seguida pela Indonésia, em março.
A União Europeia também sinalizou, nesta semana, que pode criar uma espécie de “maioridade digital”, que liberaria o uso pleno de plataformas apenas para maiores de 18 anos.







