A Fenaban e o Comando Nacional dos Bancários iniciaram, na manhã da última segunda-feira, 24 de agosto, mais uma etapa de negociações, a nona desde o início da Campanha Nacional Unificada de 2026.
É a primeira vez que as duas partes voltam a se sentar à mesa desde a greve de 24 horas promovida pela categoria no dia 20.
Após paralisação histórica, bancários se reúnem com bancos para negociar o fim da greve
Segundo a Contraf-CUT, a paralisação levou ao fechamento de milhares de agências bancárias ao longo daquela quinta-feira e ganhou espaço em veículos de imprensa de várias regiões do país.
A mobilização refletiu a rejeição quase unânime dos trabalhadores às propostas anteriores: 97% dos bancários recusaram os termos apresentados pela Fenaban na rodada anterior.
Nas mesmas assembleias, ocorridas em 17 de agosto em diversas localidades, nove em cada dez bancários deram aval à realização da paralisação.
Para Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional e presidente da Contraf-CUT, a paralisação atingiu seu objetivo.
Segundo ela, a categoria mostrou que não vai aceitar ser tratada sem consideração e saiu ainda mais coesa para continuar a disputa da campanha salarial.
A categoria cobra um acordo que contemple aumento real para salários e demais verbas, melhorias na participação nos lucros (PLR), aumento do piso salarial e reajuste maior para os vales alimentação e refeição.
Também reivindica políticas contra o adoecimento mental e o fim das gestões por metas abusivas.
A Fenaban havia proposto inicialmente reajustes por faixas salariais e o congelamento do piso de ingresso, mas recuou dessas posições após conhecer os resultados das assembleias realizadas em 17 de agosto.
Ainda assim, a Federação se recusou a prosseguir com as negociações naquele dia e condicionou a continuidade ao abandono da paralisação, o que a categoria rejeitou.
Prazo crítico para novo acordo
A negociação de segunda-feira (24) ocorre pouco mais de uma semana antes da data-base de 1º de setembro, quando vence a atual Convenção Coletiva de Trabalho e um novo acordo precisa estar assinado.
Até a oitava rodada de negociações, a Fenaban não havia apresentado uma proposta econômica global que respondesse às demandas consolidadas nas bases sindicais de todo o Brasil.
Os bancários exigem agora uma proposta abrangente que reconheça todas as reivindicações debatidas nas mesas de negociação desde julho.
O movimento sindical também exige avanços nas negociações específicas do Banco do Brasil e da Caixa para renovar os acordos coletivos de trabalho de cada empresa.
As negociações com essas instituições estão agendadas durante toda a semana.








