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Após paralisação histórica, bancários se reúnem com bancos para negociar o fim da greve

Por Jeferson da Rosa
25/08/2026
Em Geral
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Paralisação histórica bancários reúnem bancos

Após paralisação histórica, bancários se reúnem com bancos para negociar o fim da greve - Imagem: Agência Brasil

A Fenaban e o Comando Nacional dos Bancários iniciaram, na manhã da última segunda-feira, 24 de agosto, mais uma etapa de negociações, a nona desde o início da Campanha Nacional Unificada de 2026.

É a primeira vez que as duas partes voltam a se sentar à mesa desde a greve de 24 horas promovida pela categoria no dia 20. 

Após paralisação histórica, bancários se reúnem com bancos para negociar o fim da greve

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Segundo a Contraf-CUT, a paralisação levou ao fechamento de milhares de agências bancárias ao longo daquela quinta-feira e ganhou espaço em veículos de imprensa de várias regiões do país.

A mobilização refletiu a rejeição quase unânime dos trabalhadores às propostas anteriores: 97% dos bancários recusaram os termos apresentados pela Fenaban na rodada anterior. 

Nas mesmas assembleias, ocorridas em 17 de agosto em diversas localidades, nove em cada dez bancários deram aval à realização da paralisação.

Para Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional e presidente da Contraf-CUT, a paralisação atingiu seu objetivo. 

Segundo ela, a categoria mostrou que não vai aceitar ser tratada sem consideração e saiu ainda mais coesa para continuar a disputa da campanha salarial.

A categoria cobra um acordo que contemple aumento real para salários e demais verbas, melhorias na participação nos lucros (PLR), aumento do piso salarial e reajuste maior para os vales alimentação e refeição. 

Também reivindica políticas contra o adoecimento mental e o fim das gestões por metas abusivas.

A Fenaban havia proposto inicialmente reajustes por faixas salariais e o congelamento do piso de ingresso, mas recuou dessas posições após conhecer os resultados das assembleias realizadas em 17 de agosto. 

Ainda assim, a Federação se recusou a prosseguir com as negociações naquele dia e condicionou a continuidade ao abandono da paralisação, o que a categoria rejeitou.

Prazo crítico para novo acordo

A negociação de segunda-feira (24) ocorre pouco mais de uma semana antes da data-base de 1º de setembro, quando vence a atual Convenção Coletiva de Trabalho e um novo acordo precisa estar assinado.

Até a oitava rodada de negociações, a Fenaban não havia apresentado uma proposta econômica global que respondesse às demandas consolidadas nas bases sindicais de todo o Brasil. 

Os bancários exigem agora uma proposta abrangente que reconheça todas as reivindicações debatidas nas mesas de negociação desde julho.

O movimento sindical também exige avanços nas negociações específicas do Banco do Brasil e da Caixa para renovar os acordos coletivos de trabalho de cada empresa. 

As negociações com essas instituições estão agendadas durante toda a semana.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Jeferson da Rosa

Jeferson da Rosa

Jornalista apaixonado pela profissão

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