O sistema de pagamentos Pix apresentou uma instabilidade generalizada neste domingo (23), o que causou problemas a milhões de usuários em todo o Brasil. A falha, que começou a ser relatada por volta das 6h45, atingiu o pico entre 8h05 e 8h17, quando o site de monitoramento Downdetector registrou mais de 2.400 reclamações simultâneas.
Segundo confirmou o Banco Central (BC) em nota oficial, os sistemas foram restabelecidos no mesmo dia e o serviço opera com normalidade desde então. O BC ainda enfatizou que não houve ataque cibernético, vazamento de dados ou desvio de recursos durante o incidente.
O que aconteceu?
De acordo com o BC, a instabilidade ocorreu no Diretório de Identificadores de Contas Transacionais (DICT), a base de dados central gerida pelo BC que associa chaves Pix às contas bancárias. Com a falha, usuários enfrentaram dificuldades para realizar transferências para chaves não salvas e pagamentos via QR Code.
Em alguns aplicativos de instituições financeiras, operações para contatos já cadastrados continuaram funcionando parcialmente. Ao todo, foram registradas mais de 13.800 notificações de falha em um período de três horas.
Pelo menos 12 grandes instituições foram impactadas, incluindo bancos tradicionais como Banco do Brasil, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander, além de fintechs como Nubank, Inter, C6 Bank, Mercado Pago e PicPay.
Posicionamento oficial do BC
Em comunicado enviado à imprensa, o BC informou sobre o ocorrido: “Na manhã deste domingo (23/8), a equipe técnica do Banco Central identificou uma instabilidade nos sistemas do Pix, que gerou dificuldades na realização de transações nas primeiras horas do dia. Os sistemas foram prontamente restabelecidos e o Pix funciona normalmente”.
Técnicos do órgão indicaram que o problema estava na plataforma digital de comunicação entre as instituições financeiras e o BC, sem origem externa maliciosa. Embora a causa técnica exata ainda esteja sob apuração, um relatório completo sobre a ocorrência deve ser divulgado nesta segunda (24).








