Enzo Fernández retornou a Stamford Bridge após a Copa do Mundo de 2026, mas encontrou uma recepção radicalmente diferente da que recebia como capitão dos Blues.
O meio-campista havia deixado o Benfica pouco mais de três anos antes, em uma transferência controversa.
O argentino de 25 anos enfrentou vaias de setores da torcida durante o amistoso de pré-temporada do Chelsea.
Os assobios começaram quando seu nome foi anunciado e continuaram enquanto ele atuava no gramado.
Os assobios ecoaram das arquibancadas, enquanto outros torcedores cantavam seu nome, em uma demonstração da divisão em torno do jogador.
Enzo Fernández e a deterioração com a torcida
O desgaste com a torcida não começou nas arquibancadas. Enzo vinha sendo associado a possíveis saídas do clube e havia manifestado o desejo de um dia atuar pelo Real Madrid.
A participação na Copa do Mundo ampliou o desgaste com parte da torcida.
Na semifinal contra a Inglaterra, o argentino atuou de forma decisiva. A Argentina venceu por 2 a 1 e avançou à decisão.
Para parte dos torcedores do Chelsea, o episódio reavivou a eliminação da seleção inglesa, que não conquista o torneio desde 1966.
Pressão e consequências
O episódio repercutiu amplamente na imprensa inglesa após o amistoso.
Publicações locais destacaram as vaias e passaram a tratar Enzo como o novo “inimigo público nº 1” de Stamford Bridge, uma mudança radical para o capitão dos Blues.
A situação ganhou novos contornos quando o clube estabeleceu uma multa de 120 milhões de libras para sua saída, depois de o próprio jogador ter pedido para deixar o Chelsea.
Real Madrid, Manchester City e PSG manifestaram interesse em contratá-lo, intensificando a pressão sobre o argentino.
O novo técnico do Chelsea chegou ao clube com a missão de recuperar o desempenho da equipe na temporada.
Xabi Alonso quer manter Fernández, mas o meio-campista foi suspenso por dois jogos após manifestar interesse no Real Madrid.
A reação dividida dos torcedores mostra que um jogador pode ser celebrado por suas conquistas pela seleção e, ao mesmo tempo, enfrentar rejeição no clube, sobretudo quando sua atuação elimina a equipe do país onde atua.








