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Fábricas de carro fechadas por tradicionais montadoras são ocupadas por rivais chinesas no Brasil

Por Jeferson da Rosa
17/08/2026
Em Geral
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Fábricas de carro fechadas por tradicionais montadoras são ocupadas por rivais chinesas no Brasil - Imagem: Pixabay

Fábricas de carro fechadas por tradicionais montadoras são ocupadas por rivais chinesas no Brasil - Imagem: Pixabay

Entre 2022 e 2025, montadoras chinesas assumiram fábricas brasileiras deixadas por marcas tradicionais e aceleraram a produção de veículos eletrificados no país.

Segundo a Anfavea, a produção nacional de veículos cresceu de 2,36 milhões em 2022 para 2,64 milhões em 2025. No primeiro semestre de 2026, foram produzidas 1,37 milhão de unidades.

A GWM produz o Haval H6 na antiga fábrica Mercedes em Iracemápolis, e a BYD ocupa o complexo Ford em Camaçari. 

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A britânica MG Motor, por sua vez, assumiu a unidade da Ford em Horizonte (CE).

Por que reutilizar fábricas existentes?

Construir uma fábrica do zero leva até cinco anos entre o licenciamento e as obras pesadas. 

Ao assumirem unidades prontas, as chinesas ganham galpões, sistemas elétricos e hidráulicos, além de licenças ambientais em dia.

Essa estratégia reduz riscos financeiros porque permite iniciar a montagem com kits importados e ampliar a produção nacional gradualmente. 

Geely e Leapmotor adotam caminhos alternativos por meio de parcerias com Renault e Stellantis.

A logística estruturada e o acesso imediato a trabalhadores qualificados que conhecem o setor tornam essa reutilização economicamente mais viável.

O programa Mover oferece R$ 19,3 bilhões em créditos financeiros para empresas que investem em inovação e sustentabilidade. 

Para receber esses créditos, que a Receita Federal libera como abatimento de impostos, as montadoras precisam destinar entre 0,3% e 0,6% da receita operacional bruta para pesquisa e desenvolvimento.

O governo aumentou gradualmente o imposto de importação para carros elétricos e híbridos até 35%. A medida tornou a produção local mais competitiva que a importação.

Liderança chinesa em eletrificados

No primeiro semestre de 2026, as chinesas BYD e GWM lideram o mercado de eletrificados. A BYD concentra 46,08% das vendas, com 99 mil veículos vendidos. 

Segundo levantamento feito em buscas na internet, a GWM registra 15,6% de interesse público, seguida pela Toyota, com índice menor.

A Toyota, que liderava com 55,3% em 2022, caiu para terceiro lugar. Outras chinesas como Geely e Omoda Jaecoo também figuram entre os principais fabricantes do segmento.

O maior desafio é a adaptação técnica e a concorrência interna. 

As chinesas precisam adaptar os carros ao gosto brasileiro e investir em tecnologias flex que usem etanol, um diferencial do mercado nacional.

A Anfavea critica a expansão de modelos montados com kits importados (CKD e SKD), argumentando que a estratégia reduz a geração de empregos na cadeia produtiva. 

A entidade defende investimentos em fabricação completa para proteger a indústria nacional.

O Ministério do Desenvolvimento retomou temporariamente a alíquota zero para kits importados de veículos elétricos e híbridos, o que beneficia montadoras como a BYD, que operam em SKD.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Jeferson da Rosa

Jeferson da Rosa

Jornalista apaixonado pela profissão

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