Fernando Diniz vê no impasse com Memphis Depay uma oportunidade para pressionar internamente o Corinthians pelo cumprimento de obrigações financeiras.
O treinador ficou incomodado com atrasos que afetam todo o elenco.
Diniz pretende usar a situação do atacante holandês como moeda de troca para cobrar valorização de quem já está no CT.
Treinador joga história com Memphis no ventilador e cobra diretoria por salários
Segundo o repórter Fábio Lázaro, do UOL, Diniz não quer transformar a frustração em desculpa para resultados ruins.
Ele também vai cobrar do clube pagamentos em dia, e os atletas têm um mês de direitos de imagem atrasado.
Os salários da CLT foram pagos com atraso nos últimos quatro meses, e nesta semana também saíram fora do prazo, já que estava previsto para a última sexta-feira (14), mas só saiu nesta segunda (17).
A decisão do presidente Osmar Stabile de não renovar com Memphis, tomada há pouco mais de uma semana, surpreendeu o Departamento de Futebol.
A notícia chegou ao elenco no ônibus a caminho do aeroporto para o jogo contra o Rosario Central.
Segundo o repórter Fábio Lázaro, o episódio revela uma possível divisão no Corinthians: a área de Futebol estava alinhada com jurídico, financeiro e marketing para o acordo, mas Stabile barrou a assinatura.
Memphis reagiu publicamente e disse que não deixaria a reviravolta sem sanção. Ele e seus representantes começaram a negociar uma solução para a dívida do Corinthians com Memphis.
O valor em jogo e as novas condições
A dívida do Corinthians com o atacante pode chegar a R$ 77 milhões com juros, a partir de cerca de R$ 42 milhões em bonificações do contrato anterior.
Considerando indenizações pelo não cumprimento do acordo de renovação, Memphis poderia cobrar até R$ 180 milhões no total.
A proposta anterior previa cerca de R$ 1,9 milhão por mês, menos que os R$ 3,5 milhões mensais que Memphis recebia antes.
Para manter o principal nome do elenco sem comprometer ainda mais as finanças do clube, a nova tentativa busca encontrar um formato adequado.
Stabile reabriu as conversas, e o Conselho de Orientação do Corinthians (CORI) avaliou os novos termos nesta segunda-feira e daria um parecer consultivo.
O órgão não possui poder de veto, e a decisão final continua nas mãos do presidente.
Diniz quer a permanência de Memphis e disse estar “esperançoso” com a possibilidade.
O treinador declarou: “Tragam alegria e esperança e têm toda minha torcida para que se conclua com a permanência dele aqui“.
Essa pressão interna também busca corrigir problemas estruturais de gestão financeira que prejudicam todo o grupo.








