Entre junho de 2025 e junho de 2026, o Bradesco fechou 324 agências e reduziu o quadro de funcionários em 2.448 postos de trabalho, segundo levantamento do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
Somente no segundo trimestre deste ano, o saldo de empregos no banco ficou negativo em 868 vagas.
Ao fim do primeiro semestre de 2026, a instituição contava com 79.699 funcionários no total, dos quais 67.954 classificados como bancários.
O movimento chama atenção por acontecer justamente num período de resultados financeiros positivos: o Bradesco somou dez trimestres seguidos de crescimento no lucro e ampliou a base de clientes, com lucro líquido recorrente de R$ 13,861 bilhões apenas no primeiro semestre deste ano.
Banco nega programa de demissões
Procurado pelo ND+, o Bradesco negou manter um programa de demissões em massa e classificou as mudanças como ajustes organizacionais planejados, com prioridade para realocação interna, mobilidade profissional e reposicionamento de funcionários sempre que possível dentro da própria estrutura do banco.
A instituição afirmou ainda manter investimentos contínuos em qualificação e desenvolvimento de carreira dos trabalhadores, com o objetivo de prepará-los para as transformações do setor financeiro.
A redução no quadro de pessoal já provocou reação de entidades que representam a categoria. O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região criticou publicamente a estratégia do banco, especialmente diante do crescimento consistente dos lucros no mesmo período em que os cortes de vagas ocorreram.
Sobre o fechamento das agências, o banco atribui a decisão à mudança no comportamento dos clientes, que recorrem cada vez menos ao atendimento presencial nas unidades físicas.
A revisão da rede considera fatores como o perfil de uso em cada região, a demanda local e o nível de adesão aos canais digitais entre os clientes de cada praça atendida pela instituição.








