Óculos inteligentes da Meta estão proibidos dentro de tribunais da Inglaterra e do País de Gales, mas seguem liberados fora dos prédios judiciais.
Segundo o jornal britânico The Guardian, o HMCTS, serviço responsável pelas cortes e tribunais do Reino Unido, determinou que o equipamento seja retido de quem tentar entrar com ele e devolvido apenas na saída do local.
A restrição existe porque os óculos permitem gravar vídeos enquanto são usados, sem que outras pessoas percebam facilmente.
Um porta-voz do HMCTS explicou ao jornal que já existem regras claras contra a captação de imagens dentro dos tribunais, e que o dispositivo foi incluído nessa proibição por causa dessa função. Fotografar ou filmar prédios judiciais britânicos sem autorização é ilegal e pode configurar desacato ao tribunal, com possíveis consequências legais para quem descumprir a regra.
Celulares continuam permitidos nos tribunais
A medida trata os óculos de forma diferente dos smartphones: celulares continuam permitidos dentro das cortes, desde que não sejam usados para gravar audiências ou outros procedimentos.
Já com os óculos da Meta não há essa flexibilidade, e o equipamento precisa ficar sob custódia na entrada do prédio durante toda a permanência da pessoa no local.
Suspeita motivou a decisão
A preocupação já havia surgido antes da nova regra: neste ano, um homem que prestava depoimento na High Court foi acusado por uma juíza de usar os óculos para receber ajuda durante o interrogatório, e o dispositivo chegou a ser retirado dele durante a audiência. Ele negou ter recebido qualquer orientação pelo equipamento.
O HMCTS informou não ter dados sobre quantos casos de uso ou apreensão de óculos inteligentes já ocorreram nos tribunais até hoje. A restrição também não é exclusiva do Reino Unido: em julho, a Justiça de Nova York adotou medida semelhante, e restaurantes, teatros e pubs britânicos passaram a limitar o uso do acessório por conta própria.








