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Justiça penhora cachê de João Gomes e Luan Pereira por show no Mato Grosso do Sul

Por Júlio Nesi
16/08/2026
Em Geral
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Os cantores João Gomes e Luan Pereira.

Foto: Divulgação

Os cantores João Gomes e Luan Pereira. Foto: Divulgação

A Justiça da 1ª Vara de Anastácio, no Mato Grosso do Sul, determinou a suspensão imediata de pagamentos pendentes aos cantores João Gomes e Luan Pereira referentes aos shows realizados na 18ª Festa da Farinha.

A decisão, que foi assinada pelo juiz Luciano Pedro Beladelli, bloqueia a liberação de recursos que totalizam R$ 1,25 milhão enquanto se apura a legalidade da contratação direta sem licitação.

O caso

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A medida tem o objetivo de travar valores que ainda não foram transferidos aos artistas, impedindo o esvaziamento dos cofres públicos antes do julgamento final do mérito. Os shows ocorreram nos dias 17 e 18 de julho de 2026, durante as comemorações do aniversário da cidade.

Segundo informações sobre o caso, os contratos que estão sendo questionados pela Justiça somam R$ 1.250.000,00. Desse valor, João Gomes recebeu R$ 900.000 e Luan Pereira, R$ 350.000.

A ação popular que motivou a decisão foi movida por Ricardo Tadeu Feitosa Bezerra, que contesta a forma como os contratos foram firmados e a composição dos valores pagos.

No entendimento do magistrado, como as apresentações artísticas já foram realizadas, a medida urgente mais eficaz é o bloqueio financeiro para garantir o possível ressarcimento ao erário caso a contratação seja considerada ilegal.

A defesa da prefeitura

Para defender a legalidade dos contratos, a prefeitura de Anastácio afirmou que os procedimentos seguiram a lei e destacou a importância cultural do evento para o município. A administração ratificou a “Contratação Direta” com base na Lei Federal nº 14.133/2021, que permite a dispensa de licitação para serviços de “natureza singular”.

No entanto, o juiz determinou que o município apresente, no prazo de 10 dias, documentação completa para esclarecer as despesas. Entre os documentos exigidos estão:

  • Empenhos e notas fiscais;
  • Comprovantes de pagamentos já realizados;
  • Contratos com representantes dos artistas;
  • Planilhas detalhadas dos gastos do evento.

Além disso, a Justiça ordenou que o autor da ação inclua no processo as autoridades públicas que autorizaram as contratações e os próprios beneficiários dos contratos.

Próximos passos

O processo segue na comarca de Anastácio aguardando a correção da ação popular e a apresentação da documentação pela prefeitura. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul já se manifestou e opinou pelo afastamento dos questionamentos da prefeitura e pela concessão parcial da medida de urgência.

Agora o processo depende do juiz Beladelli que, a partir da análise dos documentos e da inclusão das partes necessárias, decidirá sobre o prosseguimento da ação e a possível irregularidade nas contratações.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Júlio Nesi

Júlio Nesi

Jornalista alagoano formado pela UFAL, já atuei em produção de conteúdo digital para portais, rádio e redes sociais.

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