Um recurso apresentado pelo senador Romário (PL-RJ) para tentar liberar valores penhorados de seus contratos com a CazéTV foi considerado inadmissível pela Justiça do Distrito Federal.
Segundo a decisão, publicada na última sexta-feira (7), o mérito do caso ainda precisa ser analisado em primeira instância antes de qualquer recurso à segunda instância.
A penhora está ligada a uma dívida de R$ 865 mil, referente a supostos danos deixados por Romário em uma casa no Lago Sul, em Brasília, onde ele morou entre 2012 e 2016.
Segundo os proprietários do imóvel, o ex-jogador devolveu a casa com armários retirados, paredes quebradas, pintura danificada e problemas na parte elétrica, hidráulica, em pisos, portas, vidros, luminárias e no jardim.
Condenação inicial era menor
A condenação, fixada originalmente em R$ 268 mil, cresceu para R$ 865 mil ao longo dos anos por causa de correção monetária, juros, custas e honorários advocatícios.
A ordem judicial alcança qualquer valor recebido por Romário com direitos de imagem, direitos de arena, patrocínio, comissões e cachês ligados à cobertura da Copa do Mundo de 2026, que deve ser retido e depositado em juízo até a definição do caso.
Senador tem outra penhora em processo separado
A defesa de Romário argumentou, sem sucesso até aqui, que os valores recebidos da LiveMode, dona da CazéTV, e da patrocinadora SuperBET seriam impenhoráveis.
Esta não é a única disputa do tetracampeão mundial ligada à emissora: na Justiça do Rio de Janeiro, outra penhora atinge seus pagamentos por uma dívida distinta, de R$ 32,4 milhões, relacionada à administração do estacionamento de um bar do qual Romário foi sócio, caso que também está sob recurso.
Em ambos os processos, os juízes já determinaram que empresas ligadas à CazéTV apresentem à Justiça a íntegra dos contratos firmados com Romário, além de propostas, notas fiscais e comprovantes de pagamento relacionados à contratação do ex-jogador como comentarista da Copa.








