Em nota divulgada na noite de quarta-feira (5), o Santos repudiou as declarações do presidente do Remo, Antônio Carlos Teixeira, contra Neymar, e classificou como infundadas as insinuações de favorecimento da arbitragem na partida que eliminou o time paraense da Copa do Brasil e classificou o Peixe às quartas de final.
Para o clube paulista, críticas esportivas são legítimas, mas ataques pessoais ultrapassam os limites do respeito e da ética.
O comunicado reforça que o Santos seguirá em defesa de seus atletas e da integridade da instituição, e lembra que tratou a delegação do Remo com cordialidade desde a recepção na Vila Belmiro, na partida de ida, até o confronto decisivo, no Mangueirão, em Belém, postura que esperava ver correspondida pelo lado paraense.
Clube rebate acusação sobre arbitragem
Sobre as suspeitas de favorecimento levantadas pelo Remo, o Santos argumentou que qualquer análise da arbitragem precisa considerar todos os lances da partida, e citou dois exemplos que, segundo o clube, prejudicaram os próprios jogadores santistas: um chute que atingiu a barriga de Gabriel Barbosa e uma cotovelada no rosto do volante Samuel Pierri, ambos no segundo tempo.
Presidente do Remo tentou explicar a ofensa
Antes da divulgação da nota, Tonhão já havia dado entrevista à ESPN para tentar suavizar a repercussão da fala. Segundo o dirigente, o termo usado para se referir a Neymar não tinha relação com a carreira do atacante, mas sim com a atitude do jogador depois do apito final, quando trocou provocações com integrantes da delegação paraense nos corredores do Mangueirão.
A explicação, porém, não impediu o Santos de divulgar a nota de repúdio horas depois, em mais um capítulo da disputa entre os dois clubes fora de campo.








