Ídolo do futebol português e ex-jogador de Real Madrid e Barcelona, Luís Figo pediu publicamente a renúncia do presidente da Fifa, Gianni Infantino, em artigo publicado nesta quarta-feira (5).
Vencedor da Bola de Ouro em 2000, ele acusou o dirigente suíço de mentir, enganar e tentar se beneficiar pessoalmente às custas do futebol, esporte que, segundo o texto, Infantino deveria servir em vez de explorar.
Segundo Figo, Infantino perdeu o apoio de sua própria equipe, de assessores próximos e da maior parte das pessoas que dedicam a vida ao esporte. Em mensagem publicada na mesma data em sua conta no X, o ex-jogador reforçou o pedido de saída e afirmou que já é tarde para salvar a dignidade do dirigente, mas não para salvar o futebol, frase que rapidamente circulou entre torcedores e jornalistas esportivos.
Crítica cita salário milionário previsto no plano
No texto, Figo questiona por que Infantino não foi transparente sobre o fato de que, caso o plano de venda de participações da Copa do Mundo avançasse, ele passaria a receber um salário de 30 milhões de euros por ano, segundo revelação anterior.
O português também citou declarações do príncipe jordaniano Ali bin Al Hussein, presidente da federação de futebol do país, que classificou a conduta do dirigente como digna de uma “máfia”.
Português já disputou eleição contra antecessor de Infantino
Atual conselheiro de futebol da Uefa, cargo que ocupa desde 2017 ao lado do presidente Aleksander Čeferin, Figo concorreu à presidência da Fifa em 2015 contra Sepp Blatter, mas retirou a candidatura após denunciar publicamente falta de transparência no processo eleitoral.
Onze anos depois, o português é uma das vozes mais conhecidas do futebol mundial a pedir abertamente a saída de Infantino, que chegou a ser apoiado por Figo em 2016, quando o suíço assumiu a presidência da Fifa pela primeira vez. A Fifa ainda não respondeu oficialmente às declarações do ex-jogador.








