Em teleconferência com investidores no fim de julho, o presidente-executivo da Apple, Tim Cook, confirmou que a alta nos preços de componentes de memória pressiona as margens da empresa em toda a linha de produtos, cenário que ele descreveu como uma “enchente de cem anos” no mercado de chips.
A declaração reforça as expectativas de que o iPhone 18 Pro, esperado para setembro, chegue mais caro que o modelo atual.
Segundo estimativas da consultoria TechInsights, baseadas em modelos de custo de fabricação, o valor da memória DRAM em cada iPhone Pro deve saltar de US$ 39 para US$ 145 por aparelho, alta de 272%.
O aumento decorre da chamada crise dos semicondutores, agravada pela disputa global por componentes usados em servidores de inteligência artificial, e também afeta o custo do novo chip A20 Pro, fabricado pela TSMC em processo de 2 nanômetros.
Analistas divergem sobre o tamanho do aumento
Em publicação na rede social X, o analista Jeff Pu, da casa de research GF Securities, projetou que o iPhone 18 Pro e o iPhone 18 Pro Max podem custar entre US$ 250 e US$ 300 a mais nos Estados Unidos, e rebaixou a recomendação das ações da Apple de compra para manutenção diante do risco de queda na demanda.
Já o instituto de pesquisa IDC estima um reajuste fixo de US$ 200, e o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, trabalha com uma faixa mais conservadora, entre US$ 100 e US$ 200, próxima da praticada nos recentes aumentos de Mac e iPad.
No Brasil, aumento pode se aproximar dos R$ 15 mil
Hoje, o iPhone 17 Pro Max é vendido no Brasil por R$ 12.499. Se a Apple aplicar o menor reajuste estimado, de cerca de 15%, o preço do sucessor passaria para aproximadamente R$ 14,4 mil.
No cenário mais alto, próximo de 25%, o valor pode se aproximar dos R$ 15 mil. A empresa ainda não confirmou preços oficiais para o mercado brasileiro, e a elevação já havia atingido outros produtos da linha em junho, quando MacBooks e iPads ficaram mais caros no país.








