O TechTudo reuniu dez categorias de informação que os usuários devem evitar compartilhar com o ChatGPT e outros chatbots de inteligência artificial, como Claude e Gemini, para reduzir o risco de vazamento de dados pessoais. A lista inclui desde senhas e dados bancários até documentos de identificação e informações de terceiros.
Segundo o levantamento, senhas, PINs, códigos de autenticação recebidos por SMS e respostas de perguntas de recuperação de conta, como o nome do primeiro animal de estimação, nunca devem ser digitados nas conversas.
A mesma regra vale para dados bancários e de cartões: número completo, código de segurança, validade, dados da conta e chaves Pix. Segundo a OpenAI, esse tipo de informação deve ser inserido apenas nas páginas oficiais de pagamento, nunca em uma conversa com o chatbot.
Documentos precisam ser anonimizados antes do envio
Ao pedir ajuda para entender um contrato ou um termo jurídico, o recomendado é remover nomes, assinaturas, valores e números de processo do documento antes de enviá-lo.
O mesmo cuidado vale para fotos: antes de fazer upload de uma imagem, é preciso checar se ela não mostra documentos, cartões, crachás, telas de computador, placas de veículos ou QR codes.
A lista também alerta para o compartilhamento de informações de outras pessoas sem consentimento, como currículos completos, conversas privadas, listas de contatos e dados de clientes ou familiares.
Segundo o TechTudo, esse tipo de compartilhamento pode configurar violação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e gerar consequências legais para quem enviou o conteúdo.
Boas práticas reduzem o risco no dia a dia
Além de evitar essas categorias de dados, o levantamento recomenda hábitos simples para diminuir a exposição: enviar apenas as informações essenciais para a IA entender o pedido, substituir nomes reais por termos fictícios em documentos e revisar imagens antes do envio para confirmar que não mostram dados sensíveis.
A recomendação vale tanto para o uso pessoal quanto profissional, já que mensagens e arquivos trocados com ferramentas de inteligência artificial podem ficar armazenados e, em alguns casos, ser usados no próprio treinamento dos modelos.








