O escândalo em torno da venda de ações da Copa do Mundo não é apenas uma disputa entre a Fifa e a Uefa, mas, também uma ameaça o cargo de Gianni Infantino, atual presidente da Fifa.
Segundo a emissora britânica Sky Sports, ao menos 90 das 211 federações filiadas à entidade já se posicionaram contra a gestão do presidente suíço-italiano.
Concacaf se junta ao boicote europeu
Depois do anúncio de boicote da Uefa, na quinta-feira (30), foi a vez da Concacaf, confederação que reúne América do Norte, Central e Caribe, declarar publicamente que perdeu a confiança na atual direção da Fifa e recusar o plano de Infantino.
A soma das duas confederações contra a proposta amplia significativamente a pressão sobre o dirigente, que até então parecia ter controle total sobre a entidade.
Parte da desconfiança em relação ao projeto vem do fato de que a venda das ações, avaliada em US$ 4,2 bilhões, seria destinada a uma gestora fundada por Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro do presidente americano Donald Trump.
Segundo o jornal New York Post, Trump chegou a manifestar o desejo de que Infantino se torne o próximo secretário-geral da Organização das Nações Unidas depois da Copa do Mundo de 2026, o que reforça, para os críticos, a hipótese de que a proximidade política entre os dois pesou na condução do processo.
Possível sucessor já é especulado
A crise chegou a um ponto em que já se discute, nos bastidores, quem poderia substituir Infantino caso ele perca o cargo. O nome mais cotado é o de Victor Montagliani, atual presidente da federação canadense e também da própria Concacaf.
Pelos estatutos da entidade, Infantino segue no comando pelo menos até 2027, quando buscaria um quarto mandato, com validade até 2031, o que também torna esse cenário de saída antecipada algo raro na história recente da Fifa.
Apesar da pressão, a entidade deu um novo prazo, até setembro, para que as federações assinem o plano de criação da empresa que vai administrar os ativos comerciais da Copa do Mundo.








