Como uma novela mexicana, só que desta vez, em uma outra versão; a busca por um novo técnico para a seleção italiana ganhou mais um capítulo!
Andrea Pirlo, que era o favorito para assumir o comando da equipe após as recusas de Carlo Ancelotti e Pep Guardiola, teve o nome vetado pela Federação Italiana de Futebol (FIGC) por causa de um contrato comercial com uma casa de apostas russa.
Pirlo é embaixador da maior bet da Rússia
O ex-meio-campista, campeão mundial em 2006, se tornou principal embaixador da Fonbet, maior casa de apostas da Rússia, ao assinar com seu atual clube, o United FC, dos Emirados Árabes Unidos.
A equipe pertence ao empresário russo Sergey Lomakin, ligado à mesma empresa. Por conta do vínculo, Pirlo chegou a participar de uma ação publicitária em Moscou, o que já havia gerado críticas antes mesmo da possível contratação pela seleção italiana.
Vínculo virou problema político
Diante da quase certeza da contratação, políticos italianos passaram a questionar publicamente a escolha. Carlo Calenda, líder do partido de centro-liberal Azione, declarou que qualquer pessoa ligada à Rússia após a invasão da Ucrânia, em 2022, não deveria ocupar cargo público no país.
A maior parte dos países europeus tenta isolar a Rússia desde então, e vínculos com o governo de Vladimir Putin costumam gerar forte repercussão negativa.
Maldini e Leonardo ameaçam deixar o cargo
Diante do veto, o diretor técnico Paolo Maldini e o assessor Leonardo, responsáveis pela indicação de Pirlo, ameaçaram deixar seus cargos na federação. A decisão de anular o acordo partiu diretamente do presidente da entidade, Giovanni Malagò, que agora tenta convencer a dupla a permanecer no projeto esportivo.
Em nota, Pirlo lamentou a repercussão do caso e afirmou que sua colaboração com a Fonbet é “exclusivamente comercial e esportiva”, mas o desfecho manteve o cargo de técnico da seleção italiana novamente em aberto.








