Depois de se envolver diretamente em decisões da Copa do Mundo de 2026, marcada por tensões geopolíticas envolvendo o Irã e restrições migratórias que dificultaram a entrada de torcedores estrangeiros no país, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, volta as atenções para os Jogos Olímpicos de Los Angeles, marcados para 2028.
Segundo análises publicadas por veículos internacionais, o republicano enxerga o megaevento, que reunirá mais de 10 mil atletas de cerca de 200 países em 35 modalidades, como uma vitrine para fortalecer sua imagem política em meio a desafios eleitorais e queda de popularidade.
Casa Branca criou força-tarefa liderada por Trump
Ainda no ano passado, a Casa Branca formou uma força-tarefa de alto nível para planejar os Jogos, com o próprio presidente à frente da coordenação e o vice-presidente JD Vance como vice-chefe.
Segundo Trump, o grupo vai garantir segurança máxima ao evento, inclusive com o uso, se necessário, da Guarda Nacional ou das Forças Armadas.
“Faremos qualquer coisa necessária para manter os Jogos Olímpicos seguros, incluindo o uso da Guarda Nacional ou das Forças Armadas”, disse o presidente, ao justificar a criação do grupo de trabalho.
Ameaça de mudar a sede já foi levantada
Em declarações anteriores, Trump chegou a sugerir que poderia transferir os Jogos de Los Angeles para outra cidade, caso considerasse a organização local despreparada, uma prerrogativa que, no entanto, dependeria de aprovação do Comitê Olímpico Internacional (COI).
O presidente também já havia criticado publicamente a gestão do governador da Califórnia, Gavin Newsom, tanto sobre os incêndios florestais que atingiram a região quanto sobre protestos recentes contra ações de imigração na cidade.
Analistas apontam que as políticas de imigração mais rígidas do governo podem dificultar o acesso de atletas, técnicos e torcedores estrangeiros ao país, com o processo de vistos funcionando como possível entrave à participação plena no evento.
Apesar da pressão política, o COI tem evitado comentar publicamente sobre as tensões, afirmando apenas que segue acompanhando as conversas e o cenário geopolítico em curso, sem se posicionar sobre as decisões internas do governo americano.








