Não é novidade que não apenas os jogadores de futebol, mas também os técnicos de seleções nacionais recebem altos salários. No entanto, o vencimento que Carlo Ancelotti recebe da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) supera, isoladamente, a soma dos salários dos técnicos das seleções da Argentina e da Espanha, Lionel Scaloni e Luis de la Fuente, respectivamente.
Os dados contratuais revelam que o comandante da Seleção Brasileira ganha cerca de 10 milhões de euros por ano, o que equivale a aproximadamente R$ 58,6 milhões. Em contrapartida, os dois treinadores que decidiram a Copa do Mundo deste ano recebem, juntos, um total estimado em 4,3 milhões de euros anuais (cerca de R$ 25,2 milhões).
Disparidade salarial
Para analistas, a diferença nos salários é uma estratégia de “agressividade” da CBF. Enquanto Ancelotti embolsa mensalmente valores próximos a R$ 4,9 milhões, Scaloni, campeão mundial em 2022 e vice em 2026, recebe cerca de 2,3 milhões de euros anuais.
Já o espanhol Luis de la Fuente, técnico da seleção campeã do mundial deste ano, tem seus vencimentos estimados em 2 milhões de euros no mesmo período.
Matematicamente, o salário de Ancelotti representa 232% da soma dos salários dos dois finalistas do mundial. Ou seja, o técnico brasileiro ganha mais que o dobro do que recebem, somados, os comandantes das duas maiores potências recentes do futebol internacional.
Investimento de peso
O vínculo firmado entre a CBF e Ancelotti, válido até 2030, prevê um investimento total de R$ 237 milhões ao longo do contrato. Esse montante coloca o treinador italiano no topo absoluto da lista de remunerações de técnicos de seleções nacionais.
Especialistas apontam que tal investimento reflete a pressão e a expectativa depositadas sobre a Seleção Brasileira para as próximas competições, incluindo a Copa do Mundo de 2030. A diretoria da confederação defende que o valor é justificável pela experiência e pelo “fator de estabilidade” que Ancelotti traz ao projeto que é a caça ao hexacampeonato.








