Diego Simeone vai assistir ao próprio filho disputar a final de uma Copa do Mundo: Giuliano Simeone, atacante do Atlético de Madrid e da Argentina, é um dos dez jogadores do clube espanhol presentes na decisão deste domingo (19), contra a Espanha, em Nova Jersey, uma marca que nenhum time alcançava desde a década de 1930.
Comandado pelo próprio Diego havia 15 anos, o Atlético de Madrid coloca quatro jogadores na seleção espanhola (Álex Baena, Alejandro Grimaldo, Marcos Llorente e Marc Pubill) e seis na argentina (Thiago Almada, Giuliano Simeone, Julián Álvarez, Juan Musso, Nahuel Molina e Nico González), um recorde para a era moderna do futebol.
A ligação entre pai, filho e clube deu ainda mais repercussão ao feito coletivo do Atlético nesta Copa.

Uma marca que se repete
Não é a primeira vez que o time espanhol domina esse tipo de estatística: essa é a terceira final seguida de Copa do Mundo em que o Atlético de Madrid é o clube com mais jogadores em campo.
Em 2018, foram quatro representantes na decisão entre França e Croácia, os franceses Griezmann, Lucas Hernández e Thomas Lemar, e o croata Vrsaljko. Já em 2022, Griezmann voltou a aparecer, dessa vez enfrentando companheiros de clube que jogavam pela Argentina: Ángel Correa, Rodrigo De Paul e Nahuel Molina.
Apesar de inédito na era recente, o feito do Atlético ainda não supera o maior número histórico de jogadores de um mesmo clube numa final: em 1934, a Tchecoslováquia, vice-campeã daquele Mundial, contou com 11 atletas do Slavia Praga, oito deles titulares, contra uma Itália campeã que também tinha base fixa, formada por nove jogadores da Juventus.
Um futebol sem fronteiras
O contraste com o cenário atual é grande: em 1934, praticamente todos os jogadores convocados atuavam em clubes de seus próprios países.
Ao longo de todo aquele torneio, apenas dois atletas jogavam fora de suas seleções nacionais, o tchecoslovaco Josef Silny, em um clube francês, e o brasileiro Patesko, do Nacional, do Uruguai.








