A 10ª Vara Cível de Brasília determinou a penhora de eventuais pagamentos que a casa de apostas Superbet e a CazéTV tenham a fazer ao ex-jogador e senador Romário (PL-RJ), tetracampeão mundial pela Seleção Brasileira, para quitar uma dívida de R$ 865 mil.
A dívida tem origem em uma ação movida pelos proprietários de uma casa no Lago Sul, em Brasília, onde Romário morou entre 2012 e 2016.
Segundo a sentença, o senador devolveu o imóvel com armários retirados, paredes quebradas, pintura danificada, equipamentos elétricos e hidráulicos avariados, além de danos em pisos, portas, vidros, luminárias e no jardim.
Como a dívida foi calculada
A condenação original havia sido fixada em R$ 268 mil, mas, com a incidência de correção monetária, juros, custas e honorários advocatícios, o valor total da execução chegou a R$ 865.131,03.
Pela decisão, eventuais pagamentos devidos a Romário pela Superbet e pela CazéTV deverão ser retidos e depositados em juízo até que a dívida seja quitada.
Esta é a segunda decisão judicial, em menos de duas semanas, que determina o bloqueio de valores associados a Romário.
A 4ª Vara Cível da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, já havia determinado a penhora de pagamentos que o senador tem a receber da CazéTV para quitar outra dívida, de R$ 32,4 milhões, referente a uma ação de cumprimento de contrato movida pela empresa Koncretize Projetos e Obras Ltda., relacionada a um empreendimento imobiliário do qual Romário era sócio.
Senador durante a Copa
Enquanto atuava como comentarista da CazéTV na cobertura da Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, Romário anunciou, em discurso no plenário do Senado, que abriria mão do próprio salário de parlamentar durante o período em que acompanhasse o torneio.
“Voluntariamente abri mão do meu salário por todo o período que estarei acompanhando a Copa. Não receberei salário desde o primeiro dia da Copa e o que for pago será devolvido aos cofres públicos”, declarou o senador.
Em nota, a assessoria de Romário informou que o senador vai se manifestar sobre a nova decisão judicial dentro do prazo legal, após a publicação no Diário de Justiça.
Procurada anteriormente sobre a outra penhora envolvendo a CazéTV, a emissora afirmou não ter sido formalmente notificada da decisão até aquele momento.








