A Havan completou 40 anos de história no fim de junho, e o aniversário veio acompanhado de um anúncio que muda os planos da rede varejista: pela primeira vez, o fundador Luciano Hang confirmou publicamente o interesse em abrir lojas fora do Brasil, com o Paraguai como primeira aposta.
Hang viajou a Assunção, capital paraguaia, para se reunir com o presidente Santiago Peña, o ministro da Indústria e Comércio, Marco Riquelme, e o presidente da Câmara dos Deputados do país.
Segundo o empresário, a ideia é começar pela região metropolitana de Assunção, que reúne população suficiente para abrigar várias lojas da rede.
Contraste com declarações anteriores
A movimentação chama atenção porque, em maio, durante a inauguração de uma megaloja em Blumenau, Hang havia afirmado que a Havan não pretendia abrir lojas fora do Brasil nos próximos anos, priorizando a expansão dentro do próprio país.
Pouco mais de um mês depois, o empresário já articulava viagens internacionais para avaliar a entrada em outros mercados.
Por que o Paraguai virou destino estratégico
O país passou a ser apelidado de “Suíça da América do Sul” por empresários brasileiros, graças à combinação de tributos menores, custos reduzidos e ambiente considerado favorável aos negócios.
A Havan já mantém relação comercial com fornecedores paraguaios, que abastecem lojas da rede no Brasil, incluindo unidades em Foz do Iguaçu, ponto de forte fluxo de consumidores paraguaios que já compram no país.
Uruguai também entrou no radar
Dias depois da viagem ao Paraguai, Hang visitou a cidade de Rivera, no norte do Uruguai, na fronteira com Sant’Ana do Livramento, no Rio Grande do Sul, e voltou a comentar a possibilidade de expansão internacional da rede, dessa vez para o país vizinho, embora sem uma reunião oficial com o presidente uruguaio Yamandú Orsi.
Fundada em 1986 como uma loja de tecidos de 45 metros quadrados em Brusque (SC), a Havan soma hoje mais de 190 megalojas em 23 estados brasileiros e no Distrito Federal.
Em 2025, a rede registrou faturamento recorde de R$ 18,5 bilhões, alta de mais de 16% em relação ao ano anterior. Para 2026, a meta da empresa é alcançar 200 lojas, reunir 25 mil colaboradores e faturar R$ 22 bilhõe








