Recordes de audiência anunciados por Globo, SBT e CazéTV ao longo da Copa do Mundo de 2026 escondem uma disputa ainda maior, que só começa agora: a corrida pelos direitos de transmissão da Copa de 2030 e da Copa do Brasil entre 2027 e 2030.
A Globo, detentora histórica do torneio, não quer repetir o que aconteceu nesta edição, quando dividiu pela primeira vez a exclusividade dos jogos com outras plataformas.
A emissora carioca ficou com 54 das 104 partidas do Mundial, enquanto o SBT adquiriu 32 jogos, em parceria com a N Sports, e a CazéTV garantiu a totalidade da transmissão pela internet, via YouTube e Amazon Prime Video.
Os números que sustentam a disputa
De acordo com a Fifa, os confrontos entre México e Equador, e entre Estados Unidos e Bósnia, bateram recordes regionais de audiência, com mais de 50 milhões e 43 milhões de telespectadores, respectivamente.
A entidade projeta entre 5 bilhões e 6 bilhões de espectadores para o torneio até a final, marcada para o dia 19 de julho.
Cada emissora escolhe seu próprio recorde para comemorar
Com metodologias de medição diferentes, cada veículo destaca o dado que mais favorece sua narrativa. A Globo, com base em números do Ibope, afirma concentrar 86% de todo o público que acompanha a Copa no Brasil e diz que, somada ao SBT, a TV aberta chega a 88% dos telespectadores do torneio.
Já a CazéTV divulga sucessivos recordes de dispositivos conectados simultaneamente, tendo alcançado a marca de 100 milhões de aparelhos que já acessaram o canal em algum momento da competição.
O SBT, por sua vez, destaca o desempenho de Galvão Bueno à frente das narrações, com média de 7,2 pontos de audiência nas partidas na Grande São Paulo.
Próxima negociação
Além da Copa do Mundo de 2030, que deve ser definida nos próximos meses, também está em disputa o ciclo 2027-2030 dos direitos da Copa do Brasil, torneio organizado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
A Grupo Disney também entrou na briga pelo pacote, na tentativa de ampliar sua grade de conteúdo esportivo, além disso, trasmitiu os jogos da CazéTV pelo streaming.
Uma fragmentação que parece definitiva
A divisão dos direitos de transmissão nesta Copa marcou apenas a segunda vez, desde 1998, que o torneio não ficou concentrado em um único grupo de comunicação no Brasil.
Essa fragmentação reflete uma mudança mais ampla no consumo de conteúdo: o alcance de massa, antes garantido por uma única transmissão, agora depende da capacidade de cada marca e emissora de se fazer relevante em múltiplas plataformas ao mesmo tempo.








