Há 40 anos um árbitro brasileiro não apita uma final de Copa do Mundo. Com a Seleção Brasileira já eliminada, esse protagonismo pode ficar por conta de outro brasileiro: o árbitro Wilton Pereira Sampaio, que aparece entre os cotados da Fifa para comandar uma semifinal, a disputa de terceiro lugar ou até a grande decisão do torneio.
Wilton recebeu avaliações internas positivas da comissão de arbitragem da Fifa ao longo da competição, o que fortaleceu sua candidatura para os jogos decisivos.
Os jogos que já apitou nesta Copa
Wilton comandou três partidas até agora: a abertura do torneio, entre México e África do Sul, quando expulsou três jogadores e viralizou ao se confundir em uma explicação em inglês; o duelo entre Noruega e Senegal, na fase de grupos; e o confronto entre Holanda e Marrocos, nos 16 avos de final, considerada sua melhor atuação na competição.
Além do desempenho em campo, a entidade avalia critérios como evitar conflitos de nacionalidade e de confederação entre o árbitro e as seleções envolvidas, e discute internamente o peso de escalar o mesmo profissional tanto para a abertura quanto para a decisão do torneio, já que Wilton apitou o primeiro jogo da Copa.
Uma história com apenas dois nomes brasileiros
Só dois árbitros brasileiros comandaram uma final de Copa do Mundo: Arnaldo Cezar Coelho, na decisão de 1982, entre Itália e Alemanha Ocidental, na Espanha; e Romualdo Arppi Filho, na final de 1986, entre Argentina e Alemanha Ocidental, no México.
Na Copa de 2022, no Catar, Wilton já havia sido cotado para a decisão, mas a escalação acabou ficando com o polonês Szymon Marciniak.
Outros árbitros brasileiros na competição
Além de Wilton, o Brasil tem outros dois representantes nesta Copa: Raphael Claus, que ganhou repercussão internacional após expulsar o atacante Folarin Balogun no duelo entre Estados Unidos e Bósnia, punição depois suspensa pelo Comitê Disciplinar da Fifa; e Ramon Abatti Abel, que não recebeu partidas de tanto peso na fase eliminatória.








