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Ex-BBB é condenado pela justiça por estelionato, uso de documentos falsos e lavagem de dinheiro

Por Sofia Volpi
24/06/2026
Em Geral
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Foto: Reprodução/Globo

Foto: Reprodução/Globo

A Justiça do Rio Grande do Sul condenou nesta terça-feira (23) o influenciador digital Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di, a 14 anos e 6 meses de reclusão em regime fechado.

A sentença foi proferida pela 2ª Vara Estadual de Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro, pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro qualificada e uso de documento falso. Gabriela Vicente de Sousa, a esposa de Dilson, foi condenada a 8 anos e 4 meses pelo mesmo tribunal.

Nego Di ficou conhecido ao participar do BBB, em 2021. O esquema investigado envolve rifas eletrônicas ilegais promovidas entre novembro de 2022 e maio de 2024, ao todo, 34 sorteios foram realizados sem autorização legal pelas redes sociais do influenciador, segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul.

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Foto: Reprodução/Globo

O caso mais grave foi a rifa de um Porsche Macan, avaliado em cerca de R$ 500 mil. De acordo com a decisão, o resultado foi manipulado e um ganhador fictício foi criado, o prêmio nunca foi entregue. A fraude atingiu 9.683 participantes, com prejuízo de R$ 185,3 mil nas rifas.

No esquema de lavagem de dinheiro, mais de R$ 2,4 milhões foram movimentados por contas de terceiros e empresas para dificultar o rastreamento dos valores. Gabriela foi condenada por ceder contas bancárias e participar diretamente da movimentação financeira.

O comprovante falso

Nego Di também foi condenado pelo uso de documento falso em outro episódio, quando o influenciador publicou nas redes sociais um comprovante de transferência via Pix de R$ 1 milhão para vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.

A investigação concluiu que o valor real transferido foi de R$ 100. Para a Justiça, o documento foi adulterado para beneficiar a imagem pública do influenciador.

Segunda condenação

Esta não é a primeira vez que Nego Di é condenado, lá em junho de 2025, ele e o sócio Anderson Boneti receberam pena de 11 anos e 8 meses de prisão por estelionato na loja virtual Tadizuera, que vendia produtos abaixo do preço de mercado sem entregar as mercadorias. As vítimas naquele caso tiveram prejuízo estimado em R$ 5 milhões.

Nego Di está em liberdade provisória desde novembro de 2024, com medidas cautelares que incluem proibição de acessar as redes sociais, determinadas pelo STJ. A defesa pode recorrer da nova condenação.

 

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Sofia Volpi

Sofia Volpi

Comunicadora, jornalista em formação. Apaixonada por esportes e cultura.

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