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Governo brasileiro vai liberar mais de R$ 4 bilhões para que brasileiros possam quitar suas dívidas

A medida visa reduzir o número de brasileiros endividados no país

Por Júlio Nesi
30/04/2026
Em Geral
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Reprodução: Flickr / Leonardo Shinagawa

Reprodução: Flickr / Leonardo Shinagawa

O Governo Federal deve liberar cerca de R$ 4,5 milhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitação de dívidas dos cidadãos. A medida faz parte da nova versão do programa Desenrola, o chamado “Desenrola 2.0“, projeto do Planalto para combater a inadimplência no país.

O valor foi confirmado por Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego. O titular da pasta afirmou que o programa prevê a liberação de até 20% do saldo disponível do FGTS para o pagamento de dívidas. Para Marinho, o valor médio que deve ser liberado é R$ 4,5 milhões, mas o limite do programa vai até R$ 8 milhões.

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Como será o uso do FGTS?

Segundo informações oficiais sobre o programa, a medida deve atender brasileiros que recebem até cinco salários mínimos. O objetivo é a quitação das dívidas de brasileiros, especialmente as famílias de baixa renda.

No entanto, o valor deve ser usado exclusivamente para as dívidas. De acordo com representantes do governo, o beneficiado deve realizar a renegociação da dívida e autorizar o uso do valor. Após a autorização, ele não poderá sacar o valor, nesse caso, a Caixa Econômica Federal irá transferir o dinheiro diretamente para o banco em que o cidadão está endividado.

Marinho reforça ainda que a liberação desses recursos não vai comprometer as atividades do FGTS, pois o fundo acumula um patrimônio de mais de R$ 700 bilhões.

Vale reforçar ainda que o programa Desenrola será apenas temporário. Segundo Marinho, o programa deve durar cerca de três meses.

Outras medidas

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirma que o Desenrola 2.0 também vai contar com outras medidas para combater o endividamento dos brasileiros. Uma delas é oferecer descontos de até 90% sobre os juros do débito. O governo pretende conseguir isso usando o Fundo Garantidor de Operações (FGO) para reduzir o risco dos bancos.

Além disso, o governo também estuda a possibilidade de restringir o acesso de brasileiros endividados a plataformas de apostas. De acordo com Durigan, isso tem o objetivo de evitar que os cidadãos aumentem ainda mais suas dívidas.

Desenrola 2.0

O programa é criado como um “band-aid” para a inadimplência brasileira. De acordo com informações divulgadas pelo governo, o Desenrola 2.0 mira as dívidas que mais pesam no bolso das famílias brasileiras: cartão de crédito, cheque especial e crédito direto ao consumidor.

No caso, autoridades governamentais apontam que essas modalidades, que geralmente incorrem em juros que variam entre 6% e 10% ao mês, tendem a piorar ainda mais as dívidas existentes, o que faz diversas famílias escolherem a inadimplência.

Segundo informações do Mapa da Inadimplência do Brasil, produzido pelo Serasa, o Brasil registra 81,7 milhões de brasileiros com dívidas negativadas. O programa chega como uma medida temporária para “amaciar” isso.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Tags: brasilCaixa Econômica FederalDesenrolaDesenrola 2.0Dívidadívida negativadaendividamentoFGOFGTSgoverno federalinadimplênciaLuiz MarinhoMapa da Inadimplência do BrasilPrograma Desenrolaserada
Júlio Nesi

Júlio Nesi

Jornalista alagoano formado pela UFAL, já atuei em produção de conteúdo digital para portais, rádio e redes sociais.

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