O novo lema de Lula: "Para o bandido, prisão"
Declaração contrasta com frases anteriores do petista, que sempre considerou criminosos como vítimas da sociedade
O presidente Lula (foto) divulgou um novo lema de campanha nesta quarta, 7 de outubro.
A declaração ocorreu três dias após o primeiro turno, no qual o senador Flávio Bolsonaro ficou dois pontos à frente do petista.
"O nosso lema é o seguinte: para o povo trabalhador, a proteção. Para o bandido, a prisão. É esse o nosso lema daqui para a frente, gente", disse o presidente durante uma reunião com jovens parlamentares eleitos na sede da campanha em Brasília, para discutir estratégias de atuação nas redes sociais.
A declaração é uma tentativa de ensaiar uma política dura contra o crime, mas contrasta com frases anteriores de Lula, que sempre viu os criminosos como vítimas da sociedade.
No ano passado, o presidente criticou a operação contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro.
Toda vez que a gente fala de combater as drogas, possivelmente seria mais fácil a gente combater os nossos viciados internamente, os usuários. "Os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também", afirmou o presidente.
Em seu segundo mandato presidencial, Lula se recusou a extraditar o assassino italiano Cesare Battisti para cumprir prisão na Itália.
“A decisão brasileira [de não extraditar Cesare Battisti] é uma questão de soberania do Estado brasileiro. Nós, assumindo uma posição soberana, tomamos uma decisão de entender que essa pessoa italiana não precisaria voltar para a Itália, que ela poderia ter o status de exilado aqui no Brasil. O Brasil é um país generoso, tem na sua história muitos exemplos de pessoas que aqui pediram asilo e que aqui ficaram exilados, que moraram muito tempo. Esse cidadão em pauta, ele é acusado de um crime cometido no ano de 1978. Portanto, já faz 32 anos. O acusador, na verdade, fez um processo de delação premiada. Depois esse cidadão tirou logo os documentos, ou seja, é um cidadão que hoje nem existe para provar aquilo que ele falou. Esse cidadão veio para o Brasil, trabalhou, hoje é um escritor no Brasil. O Ministro da Justiça, cumprindo com as obrigações que são pertinentes ao Ministério da Justiça, entendeu que esse cidadão deveria ficar no Brasil. Tomou a decisão, e é uma decisão do Estado brasileiro, portanto, alguma autoridade italiana pode não gostar, mas tem que respeitar”, afirmou o presidente, em 2009. A frase consta em O Livro Vermelho do Lula.
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