Uma petista contra Janja?
Kátia Abreu fez a fala mais aplaudida na reunião da cúpula realizada pelo PT na terça-feira, 6, em Brasília, ao pedir "menos Janja, mais Alckmin"
Coordenadora da campanha de Lula no estado de Tocantins, a ex-ministra Kátia Abreu fez a fala mais aplaudida na reunião da cúpula realizada pelo PT na terça-feira, 6, em Brasília, ao pedir "menos Janja, mais Alckmin" no segundo turno, segundo O Globo.
Recém filiada ao partido, a ex-senadora defendeu que o vice-presidente, filiado ao PSB, tivesse uma participação maior na campanha. O nome de Alckmin vem sendo ventilado como possível ministro da Fazenda em um eventual futuro governo.
A medida seria uma tentativa de Lula de reforçar suas credenciais junto ao mercado financeiro e atrair eleitores de centro.
Janja não é evangélica
Kátia Abreu também disse considerar um erro Janja cantar música gospel nos comícios de Lula e criticou o comando formado por "paulistas sem voto".
Para dirigentes ouvidos pelo jornal, Janja faz uma apropriação de fé quando canta a música Tapete Vermelho.
Na opinião deles, a primeira-dama de Lula, que não é evangélica, desagrada o público em vez de atraí-lo.
Nova coordenação
Depois de reeleger Elmano de Freitas no Ceará, o ex-ministro Camilo Santana foi escalado pelo PT para tentar salvar o presidente Lula, que começa o segundo turno atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo O Globo, o senador cearense dividirá a coordenação-geral da campanha à reeleição de Lula com Edinho Silva, presidente nacional do partido.
Internamente, Edinho Silva tem sido criticado pela forma como conduziu a campanha do candidato à reeleição no primeiro turno.
Lideranças da legenda atribuem a ele uma postura centralizadora. Além disso, o deputado eleito teria dificuldade para alinhar posições divergentes sobre decisões estratégicas.
“A questão não é troca de nomes, ao contrário: nós queremos agregar novas lideranças à coordenação” disse Edinho Silva ao ser questionado na terça-feira, 6, se haveria mudanças na coordenação de campanha de Lula.
“Nós temos agora os nossos senadores eleitos: o Rui e o próprio Jaques, que podem fazer parte de um grupo de coordenação. Eu tenho defendido que o vice-presidente Geraldo Alckmin também venha participar de forma mais efetiva da coordenação. Nós temos que ampliar, porque nós temos que percorrer o Brasil em 20 dias. É mais gente ajudando a dar conta dessa missão”, acrescentou.
Leia também: Quem o PT escolheu como culpado pelo desempenho de Lula no 1º turno?
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