"Não há no celular apreendido nenhuma mensagem", diz Moraes
Ministro do STF afirmou que havia "extração" de conteúdo "do bloco de notas"
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira, 15, que tenha trocado mensagens com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro por meio do bloco de notas de um celular.
Segundo Moraes, houve apenas “extração do bloco de notas”.
"Extração de bloco de notas, é uma coisa, Mensagem é outra. Extração de blocos de notas presume que pode ser, talvez, mas isso já tinha. O ministro André tinha conhecimento disso no dia 18/5/2026, quando teve a decisão. Com base nisso o ministro André, ou qualquer um de nós, entendesse elementos indiciários contra colegas deveria ter remetido a plenário lá. Não, essa PET ficou guardadinha", disse.
Relatório da Polícia Federal (PF) afirmou que Moraes se comunicava com Vorcaro por meio de capturas de tela de mensagens escritas no bloco de notas.
Em seguida, as mensagens eram enviadas em modo de visualização única.
Voto de Moraes
Durante seu voto, Moraes defendeu que seu caso e o de André Mendonça sejam julgados em conjunto.
“Mendonça, os seus argumentos reforçam a necessidade do julgamento conjunto, porque ele já refuta as alegações que eu faço em relação ao encaminhamento que ele deu”, afirmou Moraes.
Na sequência, o ministro contestou a interpretação de Mendonça sobre os relatórios de inteligência produzidos pela Polícia Federal. Segundo ele, os documentos são oficiais e não representam, por si só, uma forma de monitoramento.
“É importante aqui, presidente, deixar muito claro que os relatórios de inteligência são oficiais. Sua Excelência, o ministro Mendonça, já foi ministro da Justiça, assim como o ministro Flávio Dino. Ele sabe — o ministro Flávio Dino foi governador do estado, eu fui secretário de Segurança Pública —, todas as polícias têm relatórios de inteligência que são oficiais, não houve monitoramento algum”, disse.
Moraes afirmou ainda que a veracidade das informações contidas nos relatórios poderia ser verificada por meio da oitiva dos policiais responsáveis pela elaboração dos documentos.
“É muito fácil saber se o que consta no relatório de inteligência é verdadeiro ou não: basta intimar testemunhas”, afirmou.
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