Crusoé
07.09.2026 Fazer Login Assinar
Crusoé
Crusoé
Fazer Login
  • Acervo
  • Edição diária
Edição Semanal
Pesquisar
crusoe

X

  • Olá! Fazer login
Pesquisar
  • Acervo
  • Edição diária
  • Edição Semanal
  • Entrevistas
  • O Caminho do Dinheiro
  • Ilha de Cultura
  • Leitura de Jogo
  • Poder
  • Colunistas
  • Assine já
    • Princípios editoriais
    • Central de ajuda ao assinante
    • Política de privacidade
    • Termos de uso
    • Política de Cookies
    • Código de conduta
    • Política de compliance
    • Baixe o APP Crusoé
E siga a Crusoé nas redes
Facebook Twitter Instagram
Diários

Campos Neto critica o "prometer agora, pagar depois"

"O exercício aqui não é um destino inevitável. É um espelho. O que ele mostra é o custo de não agir", diz o ex-presidente do Banco Central

Crusoe
Redação Crusoé
4 minutos de leitura 07.09.2026 10:58 comentários 0
Campos Neto critica  o "prometer agora, pagar depois"
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
  • Whastapp
  • Facebook
  • Twitter
  • COMPARTILHAR

O ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto (foto) publicou artigo no domingo, 6, para dizer que o ajuste fiscal das contas públicas brasileiras é "inadiável".

"Como chegamos aqui não é um mistério, tampouco responsabilidade de um governo específico. Por duas décadas, ao longo de administrações de diferentes matizes, a política fiscal recorreu a um reflexo familiar: prometer agora, pagar depois", diz Campos Neto, atualmente vice-chairman do Nubank, no artigo intitulado "Espelho fiscal e o ajuste inadiável", publicado na Folha de S.Paulo.

O ex-presidente do Banco Central indicado por Jair Bolsonaro, que foi usado por Lula por dois anos como bode expiatório para justificar a alta taxa básica de juros, mantida após Gabriel Galípolo assumir a instituição após indicação de Lula, diz no texto que "o Brasil entra na segunda metade desta década com as finanças públicas sob pressão visível".

O custo de carregar a dívida

"A dívida bruta do governo geral alcançou 82,5% do PIB em julho de 2026, R$ 10,9 trilhões. A conta de juros consome cerca de 8,7% do PIB por ano, mais de R$ 1,15 trilhão nos últimos doze meses. O déficit nominal beira 10% do PIB. Com juros na casa dos 14% ao ano, a aritmética da dívida tornou-se abertamente hostil: o governo se financia a um custo muito superior ao ritmo em que a economia cresce", constata Campos Neto no artigo.

O ex-presidente do BC explica assim as razões para esse quadro preocupante:

"Pisos constitucionais de saúde e educação, pensões indexadas ao salário mínimo real, expansão de transferências, desonerações tributárias e sucessivas flexibilizações das regras fiscais foram empilhando despesas obrigatórias enquanto estreitavam o espaço para ajustes. Cada medida era defensável isoladamente. É verdade que houve avanços no período 2017-2020 e que a pandemia impôs custos extraordinários. Mas olhando o arco mais longo, o resultado é um déficit estrutural que nenhum ciclo de crescimento foi capaz de absorver."

Campos Neto faz o que chama de uma "ilustração aritmética" para alertar que, na comparação com a situação de diversos países, "o que singulariza o Brasil não é o ponto de partida, mas o custo de carregar sua dívida —uma taxa real próxima de dois dígitos que reflete, antes de tudo, o risco fiscal precificado pelo mercado, não uma escolha idiossincrática da política monetária".

Chile e Argentina

O ex-presidente do BC usa Chile e Argentina como exemplos ao dizer que "países que reverteram trajetórias semelhantes não o fizeram com uma única medida, mas com uma combinação de regra fiscal crível, superávit primário sustentado e reformas que elevaram o crescimento".

"O caminho é conhecido. Primeiro, restaurar uma âncora fiscal genuinamente crível e parar de legislar em torno dela. Segundo, enfrentar o gasto obrigatório: desindexar pensões e benefícios do salário mínimo real, alongar o tempo efetivo de contribuição e flexibilizar as vinculações constitucionais que colocam a maior parte do orçamento no piloto automático. Terceiro, ampliar a base tributária de forma consistente com o crescimento", descreve o economista, antes de finalizar:

"Acima de tudo, fiscal e monetário precisam se reforçar mutuamente: uma consolidação crível é o que permitiria finalmente a queda sustentada da Selic —e é essa queda nos juros, mais do que os cortes de gasto em si, que faz o trabalho pesado sobre a dívida. O exercício aqui não é um destino inevitável. É um espelho. O que ele mostra é o custo de não agir. E esse custo, medido em décadas de oportunidades perdidas, é alto demais para continuar ignorando. Ainda há tempo, mas isso requer um compromisso inabalável com este ajuste."

Leia mais: Campos Neto enfim reage à “narrativa política infundada” do PT

Diários

O que está acontecendo com o iene, a moeda japonesa?

José Inácio Pilar Visualizar

Crusoé nº 436: Xerife suspeito

Redação Crusoé Visualizar

Ausência em debates importa para o eleitor?

Redação Crusoé Visualizar

Ruas pede cassação de Paes por propaganda eleitoral

Redação Crusoé Visualizar

Transparência Internacional defende afastamento de Moraes

Guilherme Resck Visualizar

A guerra do delivery: iFood vs Keeta vs 99

José Inácio Pilar Visualizar

Mais Lidas

Amiga de Lulinha se defende nas redes sociais e alega misoginia

Amiga de Lulinha se defende nas redes sociais e alega misoginia

Visualizar notícia
Brigadeiro indigesto

Brigadeiro indigesto

Visualizar notícia
Crusoé nº 436: Xerife suspeito

Crusoé nº 436: Xerife suspeito

Visualizar notícia
O Brasil de cabeça para baixo

O Brasil de cabeça para baixo

Visualizar notícia
Por que as plateias estão vazias?

Por que as plateias estão vazias?

Visualizar notícia
Quando quem investiga vira personagem da própria investigação

Quando quem investiga vira personagem da própria investigação

Visualizar notícia
Quem representa os judeus?

Quem representa os judeus?

Visualizar notícia
Transparência Internacional defende afastamento de Moraes

Transparência Internacional defende afastamento de Moraes

Visualizar notícia
Uma reunião de três horas entre Moraes e Alcolumbre

Uma reunião de três horas entre Moraes e Alcolumbre

Visualizar notícia
Xerife suspeito

Xerife suspeito

Visualizar notícia

Tags relacionadas

Roberto Campos Neto

< Notícia Anterior

O que está acontecendo com o iene, a moeda japonesa?

07.09.2026 00:00 | 4 minutos de leitura
Visualizar

Redação Crusoé

Suas redes

Twitter Instagram Facebook

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)

Torne-se um assinante para comentar

Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.

Comentários (0)


Notícias relacionadas

O que está acontecendo com o iene, a moeda japonesa?

O que está acontecendo com o iene, a moeda japonesa?

José Inácio Pilar
07.09.2026 10:19 3 minutos de leitura
Visualizar notícia
Crusoé nº 436: Xerife suspeito

Crusoé nº 436: Xerife suspeito

Redação Crusoé
05.09.2026 08:01 3 minutos de leitura
Visualizar notícia
Ausência em debates importa para o eleitor?

Ausência em debates importa para o eleitor?

Redação Crusoé
04.09.2026 16:53 2 minutos de leitura
Visualizar notícia
Ruas pede cassação de Paes por propaganda eleitoral

Ruas pede cassação de Paes por propaganda eleitoral

Redação Crusoé
04.09.2026 15:14 3 minutos de leitura
Visualizar notícia
Crusoé
o antagonista
Facebook Twitter Instagram

Acervo Edição diária Edição Semanal

Redação SP

Av Paulista, 777 4º andar cj 41
Bela Vista, São Paulo-SP
CEP: 01311-914

Acervo Edição diária

Edição Semanal

Facebook Twitter Instagram

Assine nossa newsletter

Inscreva-se e receba o conteúdo de Crusoé em primeira mão

Crusoé, 2026,
Todos os direitos reservados
Com inteligência e tecnologia:
Object1ve - Marketing Solution
Quem somos Princípios Editoriais Assine Política de privacidade Termos de uso