"Juntos para sempre"
Lula selou a paz com Davi Alcolumbre e Hugo Motta durante almoço no Palácio da Alvorada, destravando pautas prioritárias para a sua reeleição
Preocupado com a queda de popularidade, como aponta o Lulômetro, e com a repercussão negativa dos inquéritos sobre o filho Lulinha, o presidente Lula (PT) selou a paz com Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Congresso e do Senado, e Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados.
Após encontro com os chefes do Legislativo, o petista disse que os três estavam "juntos para sempre".
Durante almoço no Palácio da Alvorada, eles concordaram em acelerar a votação de pautas consideradas prioritárias para o governo, como a manutenção da suspensão da chamada “taxa das blusinhas” e a tramitação da PEC que prevê o fim da escala 6×1.
Também entraram na agenda a PEC da Segurança Pública, o projeto sobre minerais críticos e terras raras e o Redata, que é voltado à instalação de data centers no país.
Contrapartidas
O pacto político entre Lula e os líderes da Câmara e do Senado envolveu uma série de contrapartidas.
Segundo o Estadão, o petista se comprometeu a apoiar a recondução de Motta e Alcolumbre aos respectivos cargos, caso seja reeleito.
Na Paraíba, Motta também aposta em Lula para se reeleger como deputado e também para eleger o pai, Nabor Wanderley (Republicanos), como senador.
Idas e vindas
Lula se reconciliou com Alcolumbre, após um período de afastamento.
O ápice foi a rejeição no Senado da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF).
Motta também foi contra os interesses do governo Lula ao deixar, por exemplo, caducar a Medida Provisória que aumentava o IOF.
Centrão não está neutro
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou a empresários que os partidos do Centrão, como o União de Alcolumbre e o Republicanos de Motta, não estão neutros na eleição presidencial, ao contrário do que declararam oficialmente após suas convenções.
Para o dirigente partidário, o Centrão está com Lula (PT).
PP, União Brasil, Republicanos e MDB declararam neutralidade na eleição presidencial, deixando os diretórios estaduais livres para apoiar Lula ou Flávio Bolsonaro.
Leia em Crusoé: “Lula manobrou Centrão para isolar Flávio”
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Comentários (2)
Otreblig50
2026-08-27 10:43:56Essa manchete me lembrou do INESQUECÍVEL VINÍCIUS DE MORAES, quando falou que " O AMOR É ETERNO ENQUANTO DURA ", KKKKKKKK
Amyr G Feitosa
2026-08-27 10:09:17Três pilantras representando dois pôdres poderes com o judiciário apodrecido implantaram uma ditadura criminosa no país ... o pior pode estar por vir viramos uma imensa Argentina freada por dívida incomensurável ou viramos uma Nicarágua com a ditadura fortalecida massacrando um povo ... você decide como quer morrer.