"Somos próximos do governo, igual irmãos Batista"
Mensagem que consta no relatório da PF e foi enviada para Daniel Vorcaro escancara capitalismo de compadrio sob governo Lula
Uma mensagem enviada pelo diretor comercial do Banco Master, Fernando de Goes Mascarenhas Filho, para Daniel Vorcaro (foto) dá uma boa dimensão do capitalismo de compadrio brasileiro.
Por capitalismo de compadrio, entende-se o sistema econômico em que o sucesso dos empresários depende de laços estreitos com políticos.
É esse o sistema que reina sob o governo Lula.
Dependendo do autor, o capitalismo de compadrio também pode ser chamado de "capitalismo de laços", "capitalismo de Estado" ou "capitalismo camarada".
Na mensagem que consta no relatório da Polícia Federal divulgado nesta sexta, 31, o diretor comercial Fernando de Goes afirma: "Única coisa que falaram que somos próximos do governo, igual os irmãos Batista são. O que é verdade rsrs".
Daniel Vorcaro respondeu: "kkkk. Isso aí é marketing ora [para] nós. Manda para o Lula e para a base aliada".
Lembranças
A Polícia Federal não revela o que poderia ter sido enviado para Lula e para a base aliada.
Mas outros trechos do relatório afirmam que Augusto Lima tratou em 2024 com sua secretária do envio de vinhos, como “lembranças de final do ano", para figuras relevantes da política baiana, como o senador Jaques Wagner (PT-BA), o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).
No relatório, a PF fala da proximidade entre as famílias de Jaques Wagner e de Augusto Lima.
"A proximidade entre os núcleos familiares é corroborada por elemento concreto extraído da análise do aparelho celular de Augusto Ferreira Lima: em 23/12/2024, sua secretária Andrezza, da empresa Terra Firme, encaminhou fotografia de embalagens do empório Casa Dez contendo bilhetes manuscritos com as inscrições "De: Guga", apelido de Augusto Lima, "Para: Jaques" e "De: Guga" "Para: Tio Guiga", evidenciando que o investigado Augusto Lima remeteu presentes simultaneamente ao senador e a Guilherme Sodré, sendo que os itens considerados incluíam vinhos avaliados entre 2,5 mil reais e 5,3 mil reais", diz a PF.
Guilherme Sodré atuava como operador e pessoa de confiança do senador Jaques Wagner.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)