TPI decide nesta sexta sobre demissão de Karim Khan
Procurador britânico é acusado por duas mulheres de assédio sexual
Os integrantes do Tribunal Penal (TPI) se reunião nesta sexta-feira, 24, para votar a possível demissão do procurador Karim Khan, acusado de assédio sexual.
No ano passado, uma ex-funcionária de Karim Khan denunciou o promotor por assédio sexual.
Ela alegou reiterados casos de má conduta sexual por parte do britânico nos anos de 2023 e 2024.
Khan chegou a tentar dissuadir a mulher da ideia de prosseguir com a alegação de um comportamento inadequado em relação a ela, segundo revelou o The Guardian.
A defesa dele nega os relatos da vítima.
Em maio, o procurador se afastou temporariamente do cargo.
Em seguida, Khan foi suspenso pelo TPI de todas suas funções oficiais até a votação.
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Segunda mulher
Uma segunda mulher também acusou o procurador de má conduta sexual.
Segundo o The Guardian, o britânico realizou inúmeras investidas indesejadas e usou sua autoridade para coagir a vítima.
Sob condição de anonimato, a mulher afirmou ter decidido conversar com a imprensa após ler a primeira acusação da outra mulher.
A mulher contou que trabalhava como estagiária não remunerada para Khan, em 2009.
Na ocasião, ele atuava como um advogado de defesa do ex-presidente da Libéria Charles Tayor em um processo sobre crimes de guerra.
Votação
Para que Khan seja demitido, é necessário uma maioria absoluta de pelo menos 63 dos 125.
Os Estados-membros do tribunal deverão concordar em votação secreta.
Caso Khan seja removido do cargo, haverá o início de um processo eleitoral para a vaga de procurador do TPI.
O pleito, contudo, não deve ocorrer antes do próximo ano.
Netanyahu e Gallant
Para tentar abafar o próprio caso, Khan solicitou mandados de prisão para o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o ministro da Defesa, Yoav Gallant.
Segundo o TPI, a Câmara encontrou “motivos razoáveis” para acreditar que Netanyahu e Gallant “têm responsabilidade criminal pelos seguintes crimes como coautores por cometerem os atos em conjunto com outros: o crime de guerra de fome como método de guerra; e os crimes contra a humanidade de assassinato, perseguição e outros atos desumanos”.
Em resposta, Netanyahu afirmou que a medida de Khan era uma tentativa de "salvar sua pele das sérias acusações de assédio sexual” e classificou o mandado como “ódio antissemita a Israel“.
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